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PIB global cairá 2,75% em 2009, prevê OCDE

Organização projeta queda de 13,2% no comércio global e desemprego de 2 dígitos pela 1ª vez desde os anos 90

Regina Cardeal e Nathália Ferreira, da Agência Estado,

31 de março de 2009 | 09h46

A economia mundial vai encolher 2,75% esse ano, enquanto o fluxo de comércio global cairá 13,2%, prevê a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A economia norte-americana deve encolher 4% este ano, a da zona do euro cairá 4,1% e a do Japão, 6,6%, acrescenta. No caso da China, a previsão para o crescimento este ano caiu para 6,3%, dos 8% projetados em novembro.

 

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Além disso, o desemprego na OCDE vai subir drasticamente, atingindo dois dígitos pela primeira vez desde o início dos anos 1990. Este ano, o desemprego subirá para 10,1% na zona do euro e 9,1% nos EUA. Em 2010, a taxa continuará crescendo, com o desemprego atingindo 11,7% na zona do euro e 10,3% nos EUA, prevê a OCDE.

 

Em seu relatório semestral, a OCDE afirma que a economia global se recuperará em 2010, crescendo 1,2%. Mas isso só acontecerá se os governos agirem rapidamente para restaurar os sistemas bancários, resolvendo a questão dos ativos problemáticos, se necessário por meio da estatização, opina. A OCDE disse que os bancos centrais precisam cortar suas taxas de juro para zero e mantê-las nesse nível "por algum tempo", além de estudar mais medidas para sustentar o fluxo de crédito.

 

Estímulos

 

Antes do encontro de líderes do Grupo dos 20 (G-20) das maiores economias, a OCDE disse que os governos de alguns países devem considerar estímulos fiscais adicionais. "Os países com mais escopo para manobra fiscal parecem ser a Alemanha, o Canadá, a Austrália, a Holanda, a Suíça, a Coreia e alguns países nórdicos", disse a OCDE. A organização acrescentou que, já tendo anunciado o maior estimulo fiscal, de 5,5% do PIB, seria "muito duro" para os EUA se engajarem em uma maior expansão fiscal.

 

Em entrevista, o economista-chefe da OCDE, Klaus Schmidt-Hebbel, afirmou que "os riscos de deflação aumentaram". Ele afirmou que haverá um declínio significativo de preços no Japão neste ano e no próximo. As autoridades monetárias do mundo devem ficar "muito alertas" para o problema de deflação. Ele disse ainda que o Banco Central Europeu não será capaz de seguir o Fed e o Banco da Inglaterra na compra de bônus do governo usando dinheiro novo, um processo conhecido como afrouxamento quantitativo.

 

"A economia mundial está no meio da mais profunda e sincronizada recessão de nossas vidas, causada por uma crise financeira global e aprofundada pelo colapso do comércio global", afirmou a OCDE em relatório. "Condições financeiras apertadas e a baixa confiança estão pesando sobre a produção e o emprego. O encolhimento da atividade e da renda, por sua vez, minam ainda mais os balanços dos bancos, ampliando a desaceleração", acrescenta. Apesar do pessimismo, a OCDE disse que a atual recessão ficará longe de ser "uma repetição da Grande Depressão dos anos 1930 graças à qualidade e intensidade das políticas de governo que estão sendo adotadas".

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