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PIB não deve sustentar alta do 1º trimestre, diz FGV

Segundo o economista Silvio Sales, as sondagens feitas pela FGV mostra ritmo de atividade econômica mais moderado nos próximos meses

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

29 de maio de 2013 | 14h05

A expansão de 0,6% da economia brasileira no primeiro trimestre de 2013 ante o quarto trimestre de 2012 não deve se sustentar nos próximos meses e a tendência é de fique abaixo disso no segundo trimestre, na avaliação do economista Silvio Sales, da Fundação Getulio Vargas. "A mensagem das sondagens é de que esse PIB (Produto Interno Bruto) provavelmente não deve se manter nesse ritmo", disse o ex-gerente de coordenação da pesquisa industrial do IBGE, comentando que o PIB anunciado nesta quarta-feira ficou abaixo do esperado pelo mercado.

Segundo o economista, as sondagens elaboradas pela FGV mostram um ritmo de atividade econômica mais moderado nos próximos meses e uma percepção de que os consumidores estão mais preocupados com a situação financeira. "De maneira geral, as sondagens do comércio, de serviços e de construção (dados de abril) têm mostrado, a partir do segundo trimestre, uma tendência declinante na percepção das empresas", argumentou Sales.

A desaceleração gradual na margem de criação de emprego formal no País e a crescente preocupação com a inflação - que tem apresentado um aspecto disseminado entre os vários itens - também contribuem para uma percepção menos otimista de empresários e consumidores sobre o momento atual e as expectativas futuras da economia brasileira. "O nível de atividade não vem respondendo aos estímulos concedidos lá trás pelo governo", acrescentou.

Sales afirmou que havia uma grande expectativa no mercado de que o PIB do primeiro trimestre de 2013 fosse acentuar uma tendência de aceleração da economia, que vinha dos dois trimestres anteriores. "Isso não se concretizou, o que dificulta ainda mais o entendimento das perspectivas futuras", comentou. Na visão do especialista, os pontos positivos do PIB divulgado nesta quarta foram o crescimento vigoroso da atividade agropecuária e a expansão dos investimentos.

Para o economista da FGV , o aumento do PIB na margem de 0,6%, abaixo da expectativa do mercado, de expansão de 1%, reforça a tese de que o modelo de crescimento econômico baseado no estímulo ao consumo estaria se esgotando. "Há uma percepção de que esse canal de estímulo ao consumo estaria dando sinais de não ter o mesmo dinamismo do passado. Por quê? Porque estaria batendo a restrição de produtividade da economia", disse Sales, durante a divulgação do índice de confiança do setor de serviços.

Sinal desalentador. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, classificou como "um sinal desalentador" o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, as medidas do governo não têm surtido o efeito desejado. Em visita ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Andrade ressaltou que há uma preocupação do setor industrial envolvendo as importações.

Segundo Andrade, apesar de o País estar crescendo e população estar consumindo, esse consumo está canalizado para a compra de produtos importados. "O saldo da balança comercial continua sendo negativo e acabamos importando muitos produtos industrializados", disse. Questionado sobre o resultado da política de desonerações, o presidente da CNI disse que essa política não é falha. Ele citou o exemplo do setor automobilístico, que conseguiu se manter aquecido com a isenção do IPI.

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