PIB não mexe o mercado e Ibovespa abre estável

Após o tombo da véspera, quando o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 4,54% voltando para os 36.412 pontos, o indicador abriu esta quarta-feira estável, mas logo passou a subir. Às 10h03, o índice registrava expansão de 0,50%, aos 36.594,6 pontos. A divulgação pela manhã do avanço de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre não mexeu com o mercado. Isso porque o número veio em linha com o esperado.Antes da divulgação do PIB e depois da alta de 1,40% da terça-feira, o dólar à vista negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu em queda de 1,34%, cotado a R$ 2,291.Cautela Cautela deve ser a palavra de ordem nesta quarta-feira, até às 15 horas. Nesse horário sai nos Estados Unidos a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). No cenário externo, o Fomc será "escaneado pelos mercados, à procura de sinais de o quanto o Fed está próximo de uma pausa na alta dos juros, e especialmente de quantos membros do comitê tinham a opinião de que o último aumento na taxa foi suficiente?, afirmaram os estrategistas do banco Goldman Sachs.Mas como na última terça-feira as perdas foram grandes, o mercado amanheceu com um viés otimista, esperançoso de que a ata do Fomc venha com uma mensagem positiva, sinalizando o fim do ciclo de alta de juro nos Estados Unidos.Nos Estados Unidos, a alta era mais contida. O Nasdaq futuro subia 0,43% e o S&P 400 avançava 0,35%. As bolsas européias, que fecham antes de sair o documento do Fed, também registram ganho. Às 10 horas, Londres subia 0,98% e Frankfurt +0,86%.Copom A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai após o fechamento do pregão, só terá repercussão nos negócios na próxima quinta-feira. Com a crescente aversão ao risco e a instabilidade dos mercados, aumentou a expectativa em relação ao resultado desta reunião. A maioria dos analistas espera corte menor de juro, de 0,50 ponto porcentual, mas ontem alguns mais pessimistas já falavam que esse pode ser o último corte de juro da temporada e há quem não descarte a possibilidade de vir uma redução da Selic (atualmente em 15,75% ao ano) de apenas 0,25 ponto.

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