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PIB substancialmente menor em 2009 não será surpresa, diz BC

Estimativa oficial da autoridade monetária sai no dia 22; Henrique Meirelles diz que ocorrência não é 'trivial'

Célia Froufe, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2008 | 13h30

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira, 15, que vários analistas prevêem uma redução do crescimento do PIB em 2009 na comparação com este ano, mas afirmou que a estimativa da autoridade monetária será divulgada no próximo dia 22, dentro do Relatório Trimestral de Inflação. "Não será surpresa para todos números substancialmente menores que em 2008", indicou durante palestra no seminário Reavaliação do Risco Brasil, realizado na capital paulista.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Para ele, esse tipo de ocorrência não é algo "trivial" e, por isso, precisa ser gerenciado com muito cuidado. "Temos problemas e temos que enfrentá-los", afirmou. Em seguida, no entanto, ele detalhou os números da pesquisa Datafolha a respeito da confiança dos consumidores que mostravam pouco pessimismo em relação aos impactos da crise financeira internacional para o Brasil.   Meirelles sinalizou que muitas das ações do BC para melhorar as condições de crédito podem diminuir, ou pelo menos estabilizar, os spreads praticados pelos bancos - diferença entre juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos. "Os bancos começam a dar preferência a grandes empresas e isso faz subir os spreads", disse ele.   De acordo com Meirelles, o crédito está sendo restaurado no País, ainda que haja a percepção de que as taxas estejam elevadas e que haja dificuldade na obtenção de recursos. "É importante reconhecermos que empresas faziam pressão no mercado de crédito doméstico", afirmou.   Segundo ele, a medida anunciada na semana passada, que vai permitir o uso das reservas internacionais para ajudar empresas com dívidas no exterior, "será tão eficaz como os contratos de ACC (Adiantamento de Contratos de Câmbio)". Ele afirmou, no entanto, que a entrada em vigor dessas operações é um "processo difícil", pois, no caso de contratos de ACC e ACE (Adiamento de Contrato de Exportação), foi necessária a elaboração de um medida provisória que teria de ser aprovada pelo Congresso, além de outros trâmites burocráticos.

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