André Dusek/Estadão
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Piloto do jato do Bradesco não teria relatado pane; investigação foi aberta

Seis técnicos do Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos estão no local do acidente em busca da caixa preta do avião; não há prazo para a conclusão das investigações

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 12h59

(Atualização às 18h30)

BRASÍLIA - O jato de propriedade do Bradesco que caiu nesta terça-feira, 10, em uma fazenda próximo a Catalão, em Goiás, não teria reportado nenhuma emergência antes do acidente, segundo informações preliminares obtidas pelo Estado. A queda do avião matou os quatro ocupantes, entre eles dois dirigentes do Bradesco.

A Aeronáutica, no entanto, não forneceu nenhum dado sobre isso, limitando-se a informar que as equipes de investigação chegaram à Fazenda Chapadão, a 15 km do local do acidente, às 8h10, desta quarta-feira, para iniciar os trabalhos de recolhimentos de peças e dados para buscas das causas que contribuíram para o acidente, que abriu uma cratera de 12 metros no local da queda. Não há prazo para a conclusão das investigações.

Todas as informações, neste momento, ainda são muito preliminares porque as investigações estão no início. Seis técnicos do Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já estão no local e estão em busca da caixa preta, que normalmente ajuda a esclarecer boa parte dos desastres.

Além de buscas no local do acidente, a Aeronáutica, por meio do Cindacta - Centro integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo - está fazendo um levantamento das gravações do período do acidente para saber quando e qual foi a última conversa do piloto do jato Cessna Citation VII, de matrícula PT-WQH, com a torre de comando. Fará também uma degravação de todo período que envolveu a decolagem do avião, que ocorreu às 18h39, de Brasília, em direção a Congonhas, em São Paulo, até às 19h04, quando o seu registro desapareceu da tela do radar de Brasília. Este procedimento é uma praxe na investigação de todo e qualquer acidente.

Somente depois desta apuração e degravação das fitas de dados e voz será possível confirmar que se não houve mesmo, de fato, comunicação do piloto à torre ou ao Cindacta 1, em Brasília, que controla a região onde o avião caiu, informando alguma anormalidade durante os 25 minutos de voo, até que ele caísse, como apurou o Estado. 

Técnicos da FAB ouvidos pelo Estado consideram as condições do acidente "estranhas", "algo muito catastrófico". Mas, qualquer dado real só será fornecido com o decorrer da investigação aberta. O procedimento da Aeronáutica não tem objetivo de apontar responsáveis pelo acidente, mas buscar o que pode ter provocado a tragédia para que outras não se repitam pelo mesmo motivo.

O jato caiu a dez quilômetros da casa onde estava Sérgio Junqueira Germano, 27 anos, filho da proprietária do terreno onde criam gado e plantam milho, soja, café e azeitonas. "Pelo barulho, já sabia que não tinha ninguém vivo", disse Germano que, assim com os funcionários, correu para ver o que tinha acontecido.

Nota. Em nota, a Força Aérea depois de informar que a equipe com os seis militares do Cenipa já chegou ao local do acidente para iniciar as investigações, acrescenta que "durante essa Ação Inicial, os militares vão coletar partes da aeronave, documentos, imagens e ouvir testemunhas" e que "já são levantados dados sobre a meteorologia da rota, o plano de voo da aeronave e a imagem radar do deslocamento".

Em outro trecho da nota a Aeronáutica afirma que "cumprindo o previsto na Convenção para Aviação Civil Internacional, o CENIPA já efetuou a notificação da ocorrência à OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) e ao NTSB (National Transportation Safety Board), órgão investigador do país fabricante do avião". E encerra ressaltando que "vale ressaltar que a investigação do CENIPA tem como finalidade a prevenção de acidentes aeronáuticos" e que "não há prazo para conclusão das investigações".

No momento da queda, quatro pessoas estavam a bordo da aeronave. Entre eles, o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, e o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio Conduro de Oliveira. O piloto e o co-piloto também morreram no acidente.

Também em nota, a presidente Dilma Rousseff "expressou seu pesar" aos familiares das quatro vítimas do acidente e as "condolências do governo" pela morte dos dois executivos.


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