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Pilotos da Varig buscam empregos no exterior

Pilotos da Varig já começaram a procurar empregos em empresas aéreas estrangeiras e, pelo menos na Europa e na Ásia, têm boas chances de ser contratados, de acordo com consultores entrevistados pela BBC Brasil. O consultor Bill Zhengdong, de Hong Kong, estima que cerca de metade dos 60 brasileiros que estão passando por um processo de seleção para trabalhar na empresa aérea chinesa Shenzhen Airlines deverão ser contratados."Entrei em contato com diversos pilotos (da Varig) para seleção na China. Mas no final o nosso cliente foi ao Brasil para fazer a seleção em São Paulo", disse Zhedong. Com contratações previstas pelo consultor, o número de pilotos brasileiros trabalhando na China passaria de 24 para 54. Bom momento Shane Pollard, diretor da empresa de Direct Personnel, baseada na Irlanda, também diz ter notado um aumento na procura de pilotos brasileiros por postos em companhias estrangeiras."É difícil medir, mas houve um aumento nas últimas duas semanas", afirma Pollard. Segundo o consultor, há "um grande número de oportunidades" para pilotos brasileiros no momento, principalmente na Europa e na Ásia - regiões onde estão concentradas as 30 companhias aéreas com a qual a Direct Personnel trabalha. "É um bom momento para pilotos qualificados."As oportunidades, diz Pollard, variam de empregos temporários de dois meses - impulsionados pela alta temporada no Hemisfério Norte - a vagas permanentes.Pilotos que queiram trabalhar no exterior precisam de uma licença internacional e um visto de trabalho, que eventualmente pode ser providenciado pela empresa.Para o consultor Tim Kirkwood, da AviaNation, a situação para pilotos que querem trabalhar nos Estados Unidos é mais complicada por causa da exigência, que passou a ser feita depois dos ataques de 11 setembro de 2001, de que pilotos e outros funcionários do setor de aviação tenham cidadania americana ou sejam residentes nos Estados Unidos.Segundo Kirkwood, no entanto, empresas aéreas como a Northwest já pressionam as autoridades do setor para flexibilizar as regras de contratação de estrangeiros para que possam ter mais funcionários baseados no exterior.A Varig emprega cerca de 1 mil pilotos, cujos empregos estão ameaçados pela crise que pode levar a companhia à falência.Altamente endividada, a companhia aérea teve de adiar centenas de vôos nesta semana e ainda recebeu a notícia de que foi excluída da Clearing House (Câmara de Compensação) da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).A decisão, tomada depois que a Varig pagou apenas parcialmente uma mensalidade, significa na prática que a entidade não poderá mais vender bilhetes que envolvam trechos de viagem por outras companhias. O Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) está tentando reunir recursos e investidores para comprar a empresa e impedir a sua falência.

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