Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Pilotos e comissários da Avianca farão paralisação em aeroportos

Funcionários votaram pela paralisação das atividades aéreas da companhia na próxima sexta-feira, dia 17, nos terminais de Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo

Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 17h26

Os pilotos e comissários de voo da Avianca Brasil decidiram nesta segunda-feira, 13, pela paralisação total das atividades aéreas da companhia na próxima sexta-feira, dia 17, a partir da 6h, em nome da segurança de voo, nos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, de acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

"A paralisação permanecerá por tempo indeterminado - até que haja uma resposta satisfatória por parte da Avianca para as reivindicações", diz a entidade em nota.

A decisão, segundo a categoria, foi tomada como medida extrema e como último recurso para garantir a segurança de voo de todos, "já que é responsabilidade dos tripulantes o transporte de vidas em segurança".

Nos últimos tempos, acrescenta o sindicato, a situação tem se mostrado insustentável, com os seguidos atrasos no pagamento de salários e outras verbas como diárias, vale alimentação, férias atrasadas e depósitos de FGTS.

Segundo o sindicado, a companhia deu início nesta segunda-feira ao processo de redução de força de trabalho de seus tripulantes.

 

Voos cancelados

Depois de cancelar 422 voos no fim de semana, a Avianca Brasila informou que outros 406 voos estão cancelados entre esta segunda-feira, 13, e terça-feira, 14. Em recuperação judicial, a companhia tem cancelado sistematicamente a maioria de suas decolagens desde meados de abril.

A Avianca Brasil detinha 13,77% do mercado brasileiro quando entrou em recuperação judicial, em dezembro de 2018. Empresas que arrendaram aeronaves para a empresa aérea entraram na Justiça para reaver os aviões. Com isso, a Avianca é obrigada a cancelar um número cada vez maior de voos.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações à Avianca Brasil e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as providências que vêm sendo tomadas para minimizar os prejuízos causados aos clientes da Avianca em razão da crise instalada na empresa.

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