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Pilotos e comissários desistem de greve após negociação com parlamentares

Por outro lado, a categoria dos aeroviários, que inclui trabalhadores que exercem atividades no solo dentro dos aeroportos, como serviços check-in e transporte de bagagens, por exemplo, aderiram à paralisação

Agência Estado

27 de abril de 2017 | 19h03

Pilotos e comissários de voo decidiram, em assembleia, não aderir à greve geral desta sexta-feira, 28, e encerrar movimentações para qualquer tipo de paralisação próxima, informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A categoria entrou em estado de greve na quarta-feira, 26, e ameaçava paralisar os principais aeroportos no País.

"Graças à mobilização da categoria, que havia decretado Estado de Greve na última segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e representantes dos tripulantes, após intensa negociação, conseguiram avanços junto aos parlamentares na reforma trabalhista - o que irá evitar uma precarização sem precedentes para a profissão e, principalmente, preservará o nível de segurança de voo para todos", afirma o sindicato, em nota.

Segundo a entidade, os dois principais pleitos de emendas dos aeronautas no projeto de lei da reforma trabalhista foram atendidos. A categoria foi excluída do artigo que permite a contratação por meio de contrato de trabalho intermitente. "Desta forma, não haverá a possibilidade de pilotos e comissários serem convocados para trabalhar de forma esporádica, recebendo apenas por trabalho realizado. Isso afetaria diretamente a segurança de voo, já que estes profissionais necessitam do exercício regular da profissão para manter a proficiência."

O SNA afirma que também foi acatada emenda que exclui a possibilidade de demissão por justa causa dos aeronautas que eventualmente perderem licenças, habilitações ou certificados para o exercício da profissão.

"A discussão sobre outros pontos da reforma continuará com a tramitação do projeto no Senado, e o SNA irá buscar toda proteção possível aos trabalhadores até a aprovação do texto final", diz o sindicato, ressaltando que o instrumento da greve é legítimo e que poderá ser usado em oportunidades futuras. 

Aeroviários. Por outro lado, a categoria dos aeroviários, que inclui trabalhadores que exercem atividades no solo dentro dos aeroportos, como serviços check-in e responsáveis pela bagagem, por exemplo, aderiram à paralisação. A decisão pode inviabilizar pousos e decolagens em diversos aeroportos do País. 

"A gente sabe que já estão terceirizando várias funções nos aeroportos. Vamos fazer nossa função. A insatisfação é geral", diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Luiz Pará. Ele estima que o sindicato represente uma base de 50 mil trabalhadores em quase todos os aeroportos do País, sem contar os terminais de São Paulo, Porto Alegre, Recife e Manaus. 

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