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Pimco vê chance de recessão acima de 60% em até 5 anos

A Pacific Investment Management Co. (Pimco) acredita que há uma probabilidade superior a 60% de uma recessão global nos próximos três a cinco anos, escreve o gerente de carteira Saumil Parikh.

RENATO MARTINS, Agencia Estado

11 de junho de 2013 | 20h00

"Esperamos que a volatilidade econômica global cresça, Estatisticamente falando, a economia global experimenta uma recessão a cada seis anos, aproximadamente, e a frequência das recessões globais tende a crescer quando o endividamento global está alto e se reduzindo, em contraste com quando o endividamento está baixo e crescendo. Tendo em vista que a última recessão global foi há quatro anos, e tendo em vista que a economia global está significativamente mais endividada hoje do que quatro anos atrás, acreditamos que existe agora uma probabilidade maior do que 60% de que experimentaremos uma nova recessão global nos próximos três a cinco anos", diz Parikh no artigo, intitulado "Uma Visão Secular de Ativos: Surfando na Cunha".

Dizendo esperar uma taxa de crescimento decrescente em termos globais, ele acrescenta que "essa visão inclui uma desaceleração sustentada no crescimento dos mercados emergentes, estagnação contínua no crescimento europeu e crescimento estável, porém lento, nos EUA. Também esperamos maior concorrência pelo crescimento entre EUA, Europa, Japão e os países asiáticos recentemente desenvolvidos, introduzindo atritos comerciais e cambiais no mix de fundamentos econômicos seculares".

"Esperamos que a inflação global permaneça bem comportada pelos próximos três a cinco anos, por duas razões. Primeiro, um crescimento mais lento provavelmente vai se manifestar por meio de um crescimento reduzido da demanda agregada em relação a um crescimento estável na oferta agregada. E segundo, o ciclo industrial de commodities globais deverá virar de sua fase de investimentos para a de produção", prossegue o artigo.

Sobre a alocação de investimentos, Parikh diz que "a primeira implicação de nossa opinião de que ''quase tudo está caro'' é que carteiras de alocação de ativos deveriam assumir riscos abaixo da média atualmente. Embora essa implicação não seja óbvia, talvez seja a decisão estratégica de alocação de recursos de maior importância a ser tomada em qualquer momento. Os investidores estão diante de duas escolhas difíceis. A primeira é elevar o risco e buscar retorno. A segunda é reduzir o risco e esperar por retorno. Tendo em vista nossa visão de fundamentos econômicos em deterioração gradual, combinados com volatilidade crescente dos mercados, acreditamos que a última escolha é a mais prudente nas circunstâncias atuais".

O artigo também diz que "embora as ações e os bônus norte-americanos estejam caros, não se pode dizer o mesmo de todos os mercados globais de ações e de bônus. No espaço dos bônus nominais, favorecemos exposição a bônus governamentais de alta qualidade de Austrália, Nova Zelândia, Suécia, México e Brasil" e que "no espaço dos bônus indexados á inflação, favorecemos exposições de grande maturação a EUA, Brasil, Itália e Chile. Especificamente, gostamos de exposições à inflação com horizontes de mais de dez anos, que são o prazo quando a inflação global deve começar a surpreender na ponta superior das valorações de mercado".

"No espaço das ações, em geral nós favorecemos ações de mercados emergentes e especificamente ações não financeiras chinesas. Depois de vários anos de perda de valor, as ações dos mercados emergentes oferecem retornos esperados bastante acima da média a partir deste ponto, devido tanto a um desconto de valor como a um crescimento elevado e contínuo dos lucros. Oportunisticamente, também favorecemos ações espanholas e irlandesas, por causa de seus descontos de valor profundos e grande convexidade positiva a surpresas de crescimento no futuro. Áreas para reduzir o risco no espaço das ações incluem Japão, EUA, Austrália e México. A combinação entre valores muito altos e perspectivas de crescimento relativamente limitadas é causa de preocupação", prossegue o artigo.

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