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Pimentel diz que não há desindustrialização no País

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu nesta quarta-feira, 18, que o Brasil não está passando por processo de desindustrialização. Em apresentação a parlamentares, Pimentel disse que as tendências de longo prazo não apontam qualquer risco de desindustrialização no País.

LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

18 de setembro de 2013 | 13h53

Para Pimentel, o que ocorre hoje no Brasil é um processo de rearranjo do tecido industrial brasileiro. "Ele não pode ser confundido com desindustrialização", disse. Segundo o ministro, o País passa de uma base caracterizada pela indústria de baixo conteúdo tecnológico para indústria com alto conteúdo tecnológico. "A transição ainda não terminou", disse. Ele defendeu que o espaço da indústria no PIB não decresceu. "Está mantido na mesma proporção desde o início do século. Não é muito diferente do porcentual da indústria na maioria dos países desenvolvidos", afirmou.

Pimentel disse que o movimento de rearranjo não é homogêneo. "Não acontece de maneira tão organizada como gostaríamos. Tem setores da indústria que vão diminuir de tamanho e outros vão ganhar", disse. Ele defendeu, ainda, que o governo deve ter políticas de apoio a esse processo e citou o Brasil Maior, dizendo que já tem seus efeitos sentidos.

Conjuntura

Pimentel afirmou que a crise internacional atrapalha rearranjo do tecido industrial e que o governo deve reagir. Sobre as alterações do câmbio, disse que "atrapalham e atrasam" o esforço do País. Apesar disso, segundo ele, está mantido o principal esforço, que é o apoio à inovação. Isso, segundo ele, significa abrir a economia "de forma correta", para absorver produtos com alta carga tecnológica e maneira de fazê-los, além de investir em mão de obra qualificada.

O ministro mostrou dados de emprego e afirmou que a força de trabalho dobrou entre 2001 e 2011. "Isso mostra que não há perda de vitalidade", disse.

Economia aberta

Pimentel, afirmou que a economia brasileira é uma das mais abertas do mundo. Disse ainda que o País não deve exagerar nas atitudes defensivas.

Questionado por parlamentares sobre a decisão do Brasil de conceder créditos à Cuba para modernização de aeroporto, Pimentel afirmou que Cuba quer se preparar para receber fluxo de turistas e empresários. "Bom que seja o Brasil a fazer essa obra. Cada crédito desse que damos significa exportações", defendeu.

Sobre o Mercosul, Pimentel disse que o bloco econômico é de sucesso. "O problema que temos no Mercosul é de assimetrias nas economias", ponderou. Pimentel participa de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, que tem como tema a "redução da participação da indústria no PIB."

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