Pimentel diz que política industrial é construída ‘de baixo para cima’

Ministro afirmou que políticas são primeiro estruturadas com o setor produtivo para depois chegarem ao poder executivo

Renan Carreira, Dayanne Sousa, Beatriz Bulla e Luís Lima, da Agência Estado,

11 de abril de 2013 | 16h50

SÃO PAULO - O ministro de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quinta-feira, 11, que a política industrial que está sendo implementada no País é uma pouco mais lenta, pois é estruturada junto ao setor produtivo para depois resultar em medidas do poder executivo. "O Brasil tem uma política industrial construída com setor privado. Estamos construindo uma política industrial de baixo para cima, o que demanda um pouco mais de tempo", explicou.

Segundo ele, o conjunto de desonerações anunciado hoje em São Paulo tem um efeito "claramente positivo" para a economia e "a situação da indústria seria extremamente grave" sem essas iniciativas. Pimentel avaliou que a indústria vai "crescer bem" neste ano e, embora não tenha feito previsões, avisou que o setor produtivo ajudará a impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

O ministro reafirmou ainda que o setor químico e o setor sucroalcooleiro estão na lista de setores que podem ser desonerados. "O CNDI (Conselho nacional de Desenvolvimento Industrial) criou ontem cinco grupos de trabalho para apresentar propostas de novas medidas setoriais", destacou.

Pimentel participou hoje em São Paulo de reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde foi anunciado um pacote de medidas para impulsionar os setores ligados à Saúde.

Tudo o que sabemos sobre:
indústriadesoneração

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.