Pimentel diz que prioridade do governo é combater a inflação

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, sinalizou ontem, no Fórum Econômico Mundial no Rio, que a prioridade econômica número um do governo no momento é combater a inflação, mesmo que, no curto prazo, as altas da Selic, a taxa básica de juros, causem ainda mais sobrevalorização do real.

Fernando Dantas, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Pimentel notou que o câmbio valorizado, em parte por causa da atração exercida sobre os capitais internacionais pela alta taxa de juros brasileira, é um problema particular para o Ministério do Desenvolvimento, porque prejudica indústrias e exportadores. Ele deixou claro, porém, que é preciso suportar a pressão do câmbio a curto prazo, buscando saídas criativas para ampliar a competitividade das empresas, porque o combate à inflação é a prioridade do momento.

"Não sou fã de aumentos dos juros, a não ser em último caso", disse Pimentel, apenas para acrescentar que "a escolha tem de ser feita, e o momento agora é de enfrentar o surto inflacionário". Segundo ele, a hora é de "demonstrar que o Brasil tem compromisso com a moeda e com a estabilidade macroeconômica, sem sacrificar o crescimento".

Mesmo afirmando que a maior parte da pressão inflacionária no Brasil hoje vem do exterior, Pimentel admitiu que há uma parcela "menos importante" que é interna. Ele notou que deve ser surpreendente para muitas pessoas a firmeza da presidente Dilma Rousseff no combate à inflação, com um aumento da Selic acumulado na sua gestão de 1,25 ponto porcentual, para 12%. Pimentel citou também o superávit fiscal primário, que na contabilidade oficial acumula 3,3% do PIB em 12 meses.

Aeroportos. Vitor Hallack, chairman da empreiteira Camargo Correa, disse no Fórum no Rio que o grupo está interessado na privatização de todos os aeroportos, tantos pelas obras como pela operação.

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