Pimentel: repatriação de fundos não prejudica Brasil

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, afirmou nesta tarde que a repatriação de US$ 600 milhões de investimentos de fundos de pensão argentinos no Brasil, após a decisão do governo argentino de nacionalizar a previdência privada daquele país, "não terá efeito nenhum" para o Brasil. Ele preferiu destacar que o sistema brasileiro de previdência pública caminha para alcançar o superávit em 2010. De acordo com ele, este ano o déficit deverá ser da ordem de R$ 2,5 bilhões. Para o ano que vem Pimentel prevê o equilíbrio. Os 25,7 milhões de aposentados e pensionistas do regime geral de previdência, segundo Pimentel, representarão 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2009. Na avaliação do ministro, se os 105 projetos de lei que visam mudanças no setor e que estão tramitando no Congresso fossem aprovados no ano que vem, o peso dos benefícios previdenciários no PIB saltaria para 25%. "Estou fazendo um debate com o Congresso Nacional mostrando que é preciso um procedimento mais cauteloso, ter mais clareza do que representa isso para as finanças brasileiras. Isso é basicamente 100% do orçamento da União, não cabe", disse Pimentel, que participou nesta tarde do 1º Seminário Internacional de Educação Previdenciária, realizado no Sofitel, em Copacabana, zona sul do Rio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.