Pior da crise na Europa já passou, dizem ministros em Davos

Autoridades europeias e executivos de bancos disseram neste sábado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o pior da crise da dívida da zona do euro ficou para trás e que já não há mais qualquer dúvida sobre a sobrevivência do euro.

PAUL TAYLOR, REUTERS

29 de janeiro de 2011 | 11h59

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, afirmou em um dos painéis de discussão que a zona do euro não deve sofrer outras grandes crises. Segundo ele, os 17 países que usam a moeda estão aprendendo lições e caminhando em direção à convergência das políticas econômicas e sociais.

"Não espero que haja outros grandes choques", disse. "Acho que o euro será estável."

A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, pediu que os mercados financeiros não apostem contra a zona do euro, dizendo que todos os países estão no caminho certo para a consolidação fiscal.

"Acho que a zona do euro virou a página", disse no mesmo painel. "Não apostemos contra a Europa e não apostemos contra a zona do euro."

Bancos demonstraram confiança em que os líderes da União Europeia tomarão medidas decisivas nas próximas semanas para dar suporte aos países da zona do euro em dificuldades.

O presidente-executivo do Barclays, Bob Diamond, disse que a sobrevivência do euro não está mais em xeque.

"Vamos ver alguma volatilidade, mas a grande questão sobre a sobrevivência do euro está descartada."

Os líderes europeus pretendem apresentar um pacote abrangente em março, com um possível aumento do fundo de emergência e uma maior flexibilidade para o uso dos recursos. Também estão em estudo uma extensão dos prazos e uma redução dos juros para o pagamento dos empréstimos a Grécia e Irlanda, regras fiscais mais rígidas e compromissos específicos com reformas estruturais.

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