Piora qualidade da base de clientes dos bancos brasileiros

Embora tenham ocorrido avanços em certas áreas do setor bancário brasileiro, incluindo o quadro regulatório e a transparência para o mercado, as instituições registraram um recuo na qualidade da base de seus clientes e estão altamente influenciadas pelo rating de crédito soberano (avaliação dos papéis da dívida brasileira), afirma relatório da Standard & Poor´s divulgado hoje. Segundo a análise, a melhora nos riscos econômicos depende sobretudo de uma administração proativa para reduzir os níveis da dívida pública e de uma bem sucedida consolidação das reformas tributária e da Previdência. "O Brasil tem alguns dos bancos mais resistentes da região", afirma no documento o analista de crédito Daniel Araújo. "Contudo, o ambiente operacional continua a impor desafios significativos." Com aproximadamente R$ 1,25 trilhão em ativos totais em março de 2003, o sistema financeiro do Brasil é um dos maiores da América Latina e dos países emergentes.O setor bancário mostrou avanços em seu quadro regulador, de supervisão e transparência para o mercado nos últimos anos. Outros fatores positivos incluem a implementação do novo sistema de pagamentos em 2002, a consolidação do processo levando a bancos mais fortes e maiores no sistema e um aumento da participação estrangeira (comparada com meados dos anos 1990), prossegue o relatório intitulado "Análise de Risco do Setor Bancário: República Federativa do Brasil". Contudo, outras questões-chave não solucionadas que limitam novos avanços do sistema bancário, na opinião da S&P, incluem a grande presença de bancos do setor público, a alocação ainda obrigatória de crédito, o baixo risco estrutural da intermediação financeira e a efetividade do quadro legal. As informações são da agência Dow Jones.

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