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Pirataria reduz novas vagas

Mais de 60% compram produtos piratas na Grande SP

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

20 de fevereiro de 2008 | 00h00

Mais de 60% dos consumidores compram produtos piratas com alguma regularidade na região metropolitana de São Paulo, favorecendo o comércio de produtos ilegais ou contrabandeados, que rouba empregos formais no País.Segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), 15,4% dos 900 consumidores entrevistados costumam comprar sempre algum item do chamado comércio alternativo, que não recolhe impostos nem respeita marcas, enquanto 48,5% compram às vezes. Outros 36,1% raramente compram esse tipo de produto.Estima-se que, para cada emprego informal criado (em novas barracas de camelôs nas ruas, por exemplo), seis postos de trabalho com carteira assinada são perdidos. De acordo com o Ministério da Justiça, cerca de 2 milhões de empregos são fechados ou deixam de ser abertos todos os anos no País por causa da pirataria.''''A pirataria é um problema cultural e social no País'''', diz Fernanda Della Rosa, diretora da Assessoria Econômica da Fecomércio SP.Segundo a pesquisa, 74,9% dos consumidores paulistanos conhecem o projeto Nota Fiscal Paulista, programa instituído desde outubro de 2007 pelo governo do Estado, que concede incentivos a comerciantes e consumidores que exigem nota fiscal. Mesmo assim, 56,5% não exigem sua emissão no ato da compra.Entre os itens mais procurados estão os CDs (de jogos, músicas e software), que correspondem a 61,5% das compras, seguidos por produtos eletrônicos (13%), equipamentos de som e imagem (7,7%) e aparelhos de DVD (7,1%).A pesquisa também mostra que 28,9% dos consumidores têm consciência de que a pirataria prejudica os comerciantes, enquanto 26,1% afirmam que o governo é o maior prejudicado. Outros 25,6% acham que as indústrias são as prejudicadas e 19,4% reconhecem que é a própria sociedade que perde.Os preços mais baixos foram o principal motivo alegado por 84% dos entrevistados para a compra de produtos piratas. Outros 15,2% preferem o comércio ilegal por causa da comodidade, como o fácil acesso em adquiri-los. Quanto ao preço, 20% acham que corresponde à metade do valor de um produto original, ou mais.

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