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Pirelli justifica demissões como única alternativa

A Pirelli Pneus justificou, em nota, a demissão de dez funcionários ocorrida no último sábado como sua única alternativa após o fracasso de negociações com o sindicato. A demissão deflagrou um movimento grevista iniciado por 2,3 mil trabalhadores na fábrica de Santo André, no ABC.

FABIANA MARCHEZI, Agencia Estado

23 de março de 2009 | 17h09

Na nota, o diretor de Recursos Humanos da Pirelli, Fernando Garcia, informa que, "nestes últimos seis meses, a companhia tem feito inúmeros esforços para preservar o emprego dos funcionários. Neste sentido, além de outras alternativas, a empresa já interrompeu a produção por mais de 40 dias, com a concessão de dois períodos de férias coletivas, um em dezembro e outro em fevereiro"

Ainda segundo o comunicado, depois disso, "tendo em vista o impacto da crise no mercado em geral, a empresa iniciou negociações com o Sindicato da Borracha com o objetivo de preservar o atual nível de emprego mediante a redução do trabalho aos domingos por três meses. Com a negativa do sindicato e tendo em vista o alto volume dos estoques, a companhia não teve outra alternativa senão começar a ajustar a sua força de trabalho ao mercado atual".

Mais cedo, o presidente do Sindicato dos Borracheiros de São Paulo (Sintrabor), Terezinho Martins da Rocha, disse que a Pirelli tentou negociar uma redução na jornada de trabalho, mas se recusou a garantir estabilidade aos funcionários.

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