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Pirelli reduz salários e concede estabilidade a funcionários

Acordo para evitar demissões reduz por dois meses a jornada de trabalho em 14% e os salários em 10%

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

24 de março de 2009 | 17h47

Os 2,3 mil funcionários da Pirelli Pneus em Santo André (SP) aprovaram na segunda-feira, 23, à noite acordo firmado com o Sindicato dos Borracheiros de São Paulo para evitar mais demissões na empresa. Na última sexta-feira, 20, 11 funcionários foram dispensados em decorrência, segundo a empresa, dos altos estoques, o que deflagrou uma greve que durou até a noite de segunda-feira, 23. O acordo reduz por dois meses (abril e maio) a jornada de trabalho em 14% e os salários em 10%. Para compensar a queda nas remunerações, a Pirelli vai antecipar a segunda parcela do décimo terceiro salário. De acordo com o presidente do sindicato, Teresinho Martins da Rocha, a resolução também garante quatro meses de estabilidade aos funcionários.

 

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"Até julho, haverá estabilidade de emprego em tempos de crise. Entretanto, caso os reflexos da recessão continuem, teremos de sentar com os diretores e negociar novamente", antecipa.

 

O sindicalista comemorou o acordo, melhor que a proposta inicial da empresa de redução de 20% da jornada e 11% nos salários. De acordo com Rocha, as negociações de readmissão de quatro dos onze demitidos não acabaram. "Esperamos resolver esse problema até o fim desta semana", afirmou.

 

Mercado de pneus

 

A Pirelli não é a única no setor de pneus afetada pela crise financeira internacional. Na semana passada, a Bridgestone Firestone fechou acordo com o Sindicato dos Borracheiros para a aprovação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Os estoques de pneus também estão elevados e a empresa acredita que pelo menos 10% dos 3,3 mil funcionários devem aderir ao programa. De acordo com o sindicato, o PDV aberto pela Bridgestone deve terminar na quarta-feira, 25.

 

Na Pneus Continental, a produção baixou de 16 milhões em 2007 para 13 milhões em 2008, o que levou a empresa a propor aos trabalhadores uma redução da jornada de trabalho. A sugestão já foi rejeitada pelos funcionários, que pretendem apresentar contraproposta.

 

De acordo com estudo divulgado pela consultoria Lafis, especializada em análises setoriais, no ano passado o mercado de pneus cresceu em torno de 3,8%, abaixo da expansão de 5% que o mercado vinha apresentando desde 2004. Para 2009, a expectativa é de crescimento ainda menor: 2,8%. Segundo o estudo, a concorrência com o mercado internacional e a baixa demanda pelo produto em decorrência da queda da produção de veículos são os principais fatores para a retração do mercado.

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