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Pirulito eletrônico adoça a língua sem estragar os dentes

Produto em desenvolvimento na Universidade de Cingapura poderá ser usado por diabéticos e ajudar a regenerar o paladar de pessoas com câncer ou Alzheimer

Economia & Negócios,

25 de novembro de 2013 | 12h56

SÃO PAULO - Um pirulito eletrônico capaz de satisfazer a vontade de chupar um doce sem o risco de estragar os dentes ou sem afetar o nídel de glicose de diabéticos está a caminho de chegar ao mercado.

Cientistas da Universidade de Cingapura estão desenvolvendo um pirulito digital que dispara estímulos elétricos na língua, provocando as quatro sensações gustativas mais conhecidas: doce, amargo, ácido e salgado.

Por enquanto, segundo reportagem da rede americana ABC News, o pirulito ainda é meio incômodo de se usar, com eletrodos conectados a um centro de controle via cabo USB.

Mas os pesquisadores dizem que em breve farão com que o brinquedo fique parecido com o produto original, a exemplo do que já acontece com os cigarros eletrônicos.

 

Diabéticos. O pirulito eletrônico, segundo seus criadores, poderá ser usado em regimes alimentares ou para dar a diabéticos a sensação do sabor doce proibido. E também para devolver a pacientes de quimioterapia sensibilidades gustativas perdidas.

 

O pirulito eletrônico não é exatamente parecido com os pirulitos conhecidos até hoje. Ele é um pouco desajeitado, com eletrodos que se conectam a um centro de controle via laptop, mas a pesquisadora responsável pelo desenvolvimento do pirulito eletrônico, Nimesha Ranasinghe, explica que a equipe está trabalhando para reinventar o estimulador para uma forma portátil parecida com os pirulitos tradicionais.

O site da de Ranasinghe explica que o pirulito eletrônico manipula diferentes correntes elétricas e faz pequenas alterações na temperatura da língua para estimular as glândulas e provocar a sensação de degustação de diferentes sabores.

Aplicações. Em entrevista à revista New Scientist Magazine, Ranasinghe disse que o pirulito eletrônico pode vir a ser usado para ajudar a manter as pessoas saudáveis.

"As pessoas com diabetes podem simular a sensação de experimentar um alimento doce sem prejudicar os níveis reais de açúcar no sangue", disse a pesquisadora. "Os pacientes com câncer poderiam usá-lo para melhorar ou regenerar uma diminuição do paladar durante a quimioterapia."

Randall Reed, diretor do Centro de Biologia Sensorial e professor de Biologia Molecular na Universidade Johns Hopkins, disse à rede ABC News que o pirulito digital pode vir a ajudar as pessoas a recuperar sentidos perdidos por doenças ou acidentes.

Reed chama a atenção para algumas pessoas, como os idosos ou aqueles que sofrem de doença de Alzheimer, que podem sofrer um declínio em seu sistema sensorial e com um forte estimulante artificial poderiam recuperar os sentidos.

Willy Wonka. Para Reed, é possível imaginar que no futuro os pesquisadores sejam capazes de trabalhar como uma espécie de Willy Wonka, o personagem do filme 'A Fantástica fábrica de chocolates', criando diferentes sabores que poderão ser provados por um estimulador artificial.

Na hora de uma festa especial, como um jantar no Dia de Ação de Graças ou Natal, uma pilula ou um pirulito eletrônico deixaria todos felizes com os novos sabores. Até lá, a alternativa continua sendo o velho e bom pirulito.

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