Piscinão é aberto para conter ‘cachoeira de caramelo’

Prefeitura de Santa Adélia e bombeiros abrem cratera para conter a água com açúcar derretido que polui o Rio São Domingos em Santa Adélia

Chico Siqueira, especial para o Estadão,

29 de outubro de 2013 | 17h27

SANTA ADÉLIA - Uma força-tarefa foi criada na tentativa de conter a "cachoeira de caramelo" que escorre pelas ruas, invade casas e polui o rio São Domingos, em Santa Adélia (SP), após o incêndio em um terminal de açúcar que teve início na sexta-feira, 25.

Os bombeiros cavaram uma espécie de piscinão para conter a água poluída com o açúcar derretido.

O problema ambiental foi provocado pelo incêndio no terminal de armazenamento da Agrovia Brasil, que destruiu 28 mil toneladas de açúcar.

Prejuízo. Pelo preço do produto no mercado internacional, a perda só com o açúcar queimado é de cerca de US$ 11,4 milhões, segundo estimativas de especialistas.

Máquinas da Agrovia, Prefeitura de Santa Adélia e América Latina Logística (ALL) ainda trabalham para retirar mais de 300 toneladas de material das ruas e das casas, cujas famílias foram levadas para hotel.

A contaminação já atingiu cerca de 50 quilômetros do rio São Domingos, onde muitos peixes foram encontrados mortos em vários pontos.

Os bombeiros continuam com o serviço de resfriamento do terminal 2 para evitar que novos focos surjam e coloquem em risco o terminal 1, anexo.

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