Piva adverte que indústria demitirá se juro não cair

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, afirmou, na abertura do I Congresso da Indústria Paulista, que se o Banco Central não promover mudanças na política monetária já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana que vem, dificilmente as empresas conseguirão evitar demissões. "Estamos convivendo com uma desaceleração e uma tensão psicológica muito grande. Se houver uma redução significativa das vendas, a indústria tem que fazer ajustes de custos", afirmou. Ele defendeu o corte da Selic, pelo Copom, argumentando que há condições técnicas para tanto por não haver inflação de demanda, e também a redução do compulsório sobre os depósitos à vista, hoje em 65%, como forma de irrigar o mercado de crédito. "O maior concorrente no mercado de crédito hoje é o governo e há também uma falta de poupança interna, por isso o custo é alto demais. O governo pode aliviar o compulsório para melhorar o crédito", disse.Piva disse que os indústrias têm percebido o aumento do desemprego, a desaceleração da produção interna e a perda de renda do consumidor e afirmou que, por tudo isso, há também pressão política para o corte dos juros na próxima reunião.O presidente da Fiesp falou ainda sobre as emendas de reforma tributária que a entidade deve propor ao Congresso. "Temos de encontrar os deputados que encampem as idéias e façam a colheita de assinaturas para a apresentação das emendas", disse Piva, que acrescentou que esse é um processo que deverá acontecer nas próximas semanas. Segundo ele, os pontos que mais preocupam a Fiesp são a questão da cobrança do ICMS na origem ou no destino e a extinção da cumulativade de alguns impostos.

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