Planalto acompanha crise nos EUA com atenção

O agravamento da crise financeira internacional acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto. ?Acompanhamos a crise de olhos bem abertos e com muita atenção?, disse um auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ?É uma incógnita o que vai acontecer e vamos levar de seis a oito meses para ter uma idéia da extensão do problema.? Apesar da preocupação, comenta-se com alívio no Planalto que o Brasil não entrou nos mercados subprime (crédito de alto risco de inadimplência nos EUA) e o comércio exterior segue inalterado. As cotações das matérias-primas (commodities), que representam boa parte das exportações, não foram afetadas. A avaliação no Planalto é que, no momento, não há o que fazer além de acompanhar com atenção o processo.A ?crise da jogatina?, como está sendo chamada nos bastidores do governo, foi um dos temas da reunião do grupo de coordenação política ontem. No encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse a Lula que a crise ?é delicada?, segundo participantes. Para ilustrar a profundidade do problema, Mantega mencionou a quebra do banco de investimentos americano Bear Sterns, que acaba de ser comprado pelo JPMorgan Chase.Mantega, de acordo com o relato, afirmou na reunião, realizada no Palácio do Planalto, que têm sido ?produtivos? os resultados das medidas que o governo brasileiro adotou na área cambial com o objetivo de incentivar as exportações, prejudicadas pela desvalorização do dólar ante o real. Entre as medidas, está o fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38% que era cobrado nas exportações. Segundo o ministro da Fazenda, a situação da economia brasileira ?é bastante positiva?. Mantega mencionou como fatos recentes favoráveis a aprovação do Orçamento da União de 2008 pelo Congresso e o crescimento de 5,4% em 2007, divulgado na semana passada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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