Planalto agora tenta evitar o 'efeito dominó'

A presidente Dilma Rousseff ficou decepcionada e preocupada com a decisão da Standard & Poor's de retirar o grau de investimento do Brasil. Dilma não foi informada com antecedência da decisão da agência e, embora houvesse uma previsão, e até um temor, de que isso pudesse acontecer, não era esperado para agora. Talvez mais para o final do ano.

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2015 | 02h03

O Palácio do Planalto ainda tinha esperança de que os técnicos da agência de risco, na teleconferência marcada para ontem na hora do almoço, fossem aliviar um pouco a situação do País. Mas, nova decepção: a S&P voltou a criticar o Brasil. Agora, o Palácio do Planalto teme o efeito dominó nas duas outras grandes agências, Moody's e Fitch. Para tentar evitar que isso se concretize, o ministro Levy e outras autoridades do governo vão tentar intensificar as conversas com técnicos das duas agências, listando todas as ações desencadeadas pelo governo para cobrir o déficit e reverter a crítica situação fiscal do Brasil.

Para mostrar que o governo não ia ficar parado diante do tamanho do problema que passaria a enfrentar, Dilma convocou para as primeiras horas da manhã de ontem uma reunião de emergência com o vice-presidente Michel Temer, sete ministros da coordenação política e os líderes do governo. A presidente pediu unidade do governo e determinou agilidade nos anúncios das medidas para reverter a situação. Novas movimentações em relação ao grau de investimento só estão sendo esperadas mais para o final do ano e o Planalto espera ter tempo suficiente de mostrar algum resultado prático.

O ponto positivo, comemorado pelo governo e, particularmente por Levy, foi quando a S&P destacou o esforço do Ministério da Fazenda - "está fazendo tudo o que pode em termos de gastos não discricionários". Essa afirmação fortaleceu a posição de Levy dentro do governo. Mas a queda de braço com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, continua. Levy defende um maior corte nos gastos e maior arrocho fiscal, com aumento de vários impostos para cobrir o rombo no orçamento.

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