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Planalto está seguro, porém vigilante

Bastidor: Tânia Monteiro

O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h04

O governo brasileiro acredita que a Petrobrás não corre o mesmo risco da espanhola Repsol. O Palácio do Planalto decidiu adotar a política do silêncio, para não colaborar com especulações sobre o tema. De acordo com assessores da presidente Dilma Rousseff, o assunto está sendo conduzido pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, que está em contato direto com a subsidiária da petrolífera brasileira em Buenos Aires.

O Planalto está confiante que a relação da Argentina com o Brasil é diferente e, por isso, a Petrobrás não teria com o que se preocupar.

Apesar da tentativa de dizer que está mantendo distanciamento da questão, há uma preocupação em alguns setores do governo. O governo brasileiro, na verdade, acompanha cada mexida no tabuleiro do xadrez argentino. Há muitas críticas à atitude tomada e um temor de que a medida da presidente argentina possa se repetir em outros setores e em prejuízo do Brasil.

Alguns acham que o precedente da Bolívia, em maio de 2006, quando o presidente Evo Morales invadiu uma instalação da Petrobrás para anunciar a nacionalização da exploração do gás e do petróleo no país, pode ter inspirado Cristina Kirchner e levar a Argentina a prosseguir na empreitada de avançar sobre outras empresas estrangeiras. Mas, a maioria dos auxiliares insiste que as relações do Brasil com a Argentina estão em outro patamar. Acrescentam ainda que o governo argentino não tem motivos para tomar atitudes contra a Petrobrás, que estaria cumprindo todos os seus contratos no país.

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