Planalto não gostou do confronto com os demais Estados

Bastidores: Tânia Monteiro

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h07

O Palácio do Planalto não gostou do confronto deflagrado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, que liderou ontem manifestação pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete a lei aprovada pelo Congresso que altera a distribuição dos royalties do petróleo.

Na avaliação de interlocutores do governo, a passeata soou como desafio aos demais Estados, que defendem a manutenção do texto e aumentaram a pressão sobre o Planalto. A presidente Dilma, no entanto, ainda não decidiu o que vai fazer em relação ao texto, que ela tem até sexta-feira para sancionar.

Os últimos acontecimentos políticos acabaram atrasando a avaliação que a presidente pretendia começar a fazer ontem sobre o texto do projeto de lei aprovado .

Por causa do escândalo que envolveu a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, e os desdobramentos políticos dos envolvidos no caso, a presidente poderá cancelar viagem para a reunião do Unasul, em Lima, no Peru, prevista para sexta-feira.

Assim, teria mais tempo para decidir sobre a questão já que, na quarta-feira, estará na Argentina, para participar de um congresso com empresários dos dois países. Se mantivesse a viagem ao Peru, teria de sancionar o texto na quinta-feira, tempo que foi considerado muito escasso para a análise dos prós e contras da manutenção ou veto do texto.

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