Planejamento contesta previsões do Ipea

A assessoria do Ministério do Planejamento divulgou na noite desta quinta-feira uma nota contestando projeções macroeconômicas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), uma entidade subordinada ao próprio ministério, que reduziu as previsões para o crescimento econômico. ?O modelo de projeção do Ipea ainda não está ajustado para capturar o extraordinário desempenho do saldo comercial, subestimando os resultados?, disse a assessoria na nota.O texto afirma que a estimativa para o saldo da balança comercial este ano, de US$ 17,2 bilhões, ?embute um crescimento das importações superior ao observado até agora?. Segundo o Planejamento, as projeções do Ipea mostram uma recuperação do crescimento econômico ainda este ano, se as previsões trimestrais forem comparadas ao mesmo período do ano passado. ?Tal tendência deverá se acentuar nos dois últimos trimestres deste ano, quando o crescimento esperado é de 1% para o terceiro trimestre e 2,7% no último trimestre?, sempre em relação ao mesmo período do ano passado.Para o ministério, ?a análise da variação real do Produto Interno Bruto em cada trimestre de 2003, em relação ao trimestre imediatamente anterior, reforça a idéia de que uma recuperação virá a ocorrer?. Isso porque, ?apesar de um decréscimo maior no segundo trimestre, as variações reais do PIB evidenciam uma trajetória de recuperação do crescimento a partir do terceiro trimestre deste ano?, diz a nota.O texto prevê um crescimento de 1,5% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, e de 1,8% no quarto. Os assessores econômicos do Planejamento dizem que a queda da produção industrial em abril, registrada pelo Ipea, "deve-se, principalmente, ao pico observado na atividade industrial em abril de 2002".

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