Planejamento é essencial para evitar ressaca no pós-férias

Maior risco, segundo especialistas, é que as pessoas se empolguem e voltem endividadas do período de descanso

Roberta Scrivano, de O Estado de S. Paulo,

23 de maio de 2010 | 23h00

O período de férias é o mais esperado do ano para muitos trabalhadores. Colocar na ponta do lápis os gastos previstos para aproveitar o momento de descanso pode torná-las ainda mais prazerosas.

 

"Não dá para gastar mais do que se tem e chegar de férias endividado", alerta Marcos Crivelaro, professor de finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).

Planejar de forma realista o quanto será gasto com passagens (ou gasolina, no caso de viagens mais próximas), hospedagem, traslados, transporte no local, alimentação, passeios e atrações, além de compras e lembrancinhas, são o básico, segundo Marcos Silvestre, economista e especialista em finanças pessoais. "Assim, dá para saber se a viagem realmente cabe no bolso sem ter de apelar para dívidas."

Crivelaro  diz que é necessário, no mínimo, dois meses para elaborar esse planejamento. "Ainda há tempo, mas pouco, de organizar as férias de julho."

As recomendações de colocar no papel os gastos previstos valem tanto para quem vai viajar em dois meses quanto para quem ainda está distante das férias.

Crivelaro e Silvestre dizem que o ideal é iniciar o orçamento das próximas férias assim que o último período de folga se encerra. Dessa maneira, segundo eles, é possível fazer poupança (aplicando na caderneta ou em fundos DI), evitando parcelamento, por exemplo.

Durante o ano, é possível economizar em gastos menos essenciais, como restaurantes, roupas e viagens de fim de semana. "Assim, dá para bancar os gastos de uma viagem de férias mais caprichada", recomenda Marcos Silvestre.

Para quem quer ir ao exterior, Silvestre recomenda o investimento progressivo correspondente aos gastos no exterior em um fundo cambial. "É para se proteger contra eventuais disparadas do dólar ou do euro."

Outra recomendação unânime é a adesão de um cartão de crédito que possua convênio com os planos de milhagem das companhias aéreas. "Se você gastar o ano todo com um cartão desse tipo é possível evitar o gasto com passagem nas férias", alerta Crivelaro.

Para gastar no período da viagem, o ideal é ter dois métodos de pagamento: dinheiro e cartão de crédito, por exemplo. "O cartão de crédito pode ficar para gastos mais altos", diz Silvestre. Crivelaro também considera "mais seguro" ter duas formas de pagamento. "Não se corre o risco de ficar na mão em algum lugar que não aceite cartão, por exemplo."

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