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Planejamento eleva projeção de PIB em 2010 para 7,2%

No último relatório, do 3º bimestre, o crescimento previsto da economia era de 6,5%

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

20 de setembro de 2010 | 10h42

O governo reestimou para 7,2% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. A nova estimativa consta como parâmetro para o relatório de avaliação de despesas e receitas do orçamento da União do quarto bimestre, encaminhado nesta segunda-feira, 20, ao Congresso Nacional. O envio deste relatório é uma determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No último relatório, no terceiro bimestre, o crescimento do PIB previsto era de 6,5%.

A previsão do governo agora se aproxima um pouco mais da estimativa dos analistas do mercado financeiro. A pesquisa Focus divulgada hoje pelo Banco Central apresenta uma projeção média de expansão do PIB de 7,47% em 2010.

A área econômica do governo vinha relutando em elevar as suas estimativas para crescimento do PIB para não alimentar a expectativa da necessidade de um aperto monetário mais forte por parte do Banco Central.

No relatório, o governo reduziu de 5,2% para 5,1% a projeção de IPCA acumulado em 2010. O Focus divulgado hoje prevê um IPCA de 5,01% em 2010.

O documento divulgado hoje pelo Ministério do Planejamento eleva a projeção de Selic média para 2010 para 9,81%. No relatório do terceiro bimestre, a projeção era de uma Selic média de 9,6%.

A taxa de câmbio média projetada para este ano caiu para R$ 1,78 por dólar ante R$ 1,80 do relatório anterior.

Gastos

Apesar do discurso de contenção de despesas, o governo vai ampliar em R$ 1,7 bilhão o limite para gastos no orçamento deste ano. O relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do orçamento encaminhado nesta segunda-feira, 20, ao Congresso Nacional prevê essa ampliação de limite de empenho e movimentação financeira neste montante. Essa é a segunda ampliação seguida de gastos do orçamento. No final do terceiro bimestre o governo já havia ampliado os limites em R$ 2,5 bilhões.

No início do ano, o governo fez um contingenciamento de R$ 21,8 bilhões e depois, no final do segundo bimestre, fez um contingenciamento de R$ 7,6 bilhões. De lá para cá, no entanto, o governo tem feito uma ampliação dos gastos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando anunciou o aumento maior da correção dos benefícios da previdência para quem ganha acima do salário mínimo, havia previsto a necessidade de um corte de gastos para sustentar o reajuste, o que não ocorreu até agora.

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