Planejamento financeiro evita gastos excessivos

Fazer um planejamento financeiro é a melhor alternativa para quem não quer estourar o orçamento doméstico. No entanto, desenvolver um plano nem sempre é tarefa fácil, mas, segundo especialistas, programar os gastos pode trazer resultados compensadores. O primeiro passo para organizar as finanças é identificar quais são seus ganhos e despesas, orienta o coordenador do Centro de Estudos de Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), William Eid Júnior. "Essa é a parte mais difícil porque, além dos gastos fixos, como aluguel e mensalidade escolar, hátambém os variáveis, como lazer, que é preciso acompanhar por alguns meses para se ter uma idéia aproximada do valor das despesas." Para isso é importante ser meticuloso e anotar tudo o que foi gasto durante o dia, diz Eid Júnior. Esse cuidado vai evitar surpresas desagradáveis, afirma o especialista. "É muito comum, por exemplo, a pessoa sacar dinheiro no caixa eletrônico e não saber onde o gastou. Só que, ao somar as pequenas quantias desembolsadas, vai deparar com um grande volume que, na maior parte das vezes, foi usado desnecessariamente." Eid Júnior afirma ainda que para ter um retrato mais claro da situação financeira o mais interessante é o trabalhador converter os ganhos e gastos em uma base anual. Para fazer essa conta corretamente é preciso somar o salário líquido do responsável pela casa, o salário dos familiares, a devolução de Imposto de Renda, se houver, e demais ganhos. Já na soma das despesas anuais é preciso lembrar do 13.º salário e das férias da doméstica, por exemplo, da taxa de matrícula da escola e do material dos filhos, além do IPVA e do IPTU, ressalta o coordenador de finanças da FGV-SP. Depois de fazer esse levantamento, é hora de sentar com a família para traçar os objetivos em comum acordo e avaliar as vantagens que todos terão ao alcançarem as metas. "Caso contrário, a organização financeira vai virar um martírio." Em seguida será preciso definir o que é gasto fundamental - aquele que não é possível excluir do orçamento -, negociável e dispensável. RenegociarÉ preciso lembrar que muitos consumidores somente decidem organizar as finanças depois de terem se atolado em dívidas. Nesse caso, o professor de marketing do Centro Universitário de Santo André, Silton Marcell Romboli diz que é preciso, primeiramente, renegociar os débitos com os credores. Só é necessário ter cuidado para não assumir prestações que não caibam no bolso.Confira no link abaixo as principais dicas para realizar um planejamento do seu orçamento domésticos.

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