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Planejamento, o segredo para pagar plano de saúde depois dos 60 anos

Em SP, o preço médio dos planos de saúde mais baratos para idosos é de R$ 551,04

Larissa Fafá Freisleben , O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 07h00

Ter um plano de saúde depois dos 60 anos é uma tarefa, no mínimo, muito cara. De acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com operadoras na cidade de São Paulo, o preço médio dos planos individuais, considerando apenas os mais baratos, chega a R$ 551,04 para quem tem mais de 75 anos. A cifra pode atingir R$ 1.447,06 entre os serviços mais caros. O Idec levou em conta 20 operadoras em São Paulo, no qual apenas oito ofereciam o plano individual para mais de 20 anos - destas, duas não foram encontradas. 

Consumidores de assistência médica privada com 60 anos ou mais representam 11,5% do total de beneficiários dos planos no Brasil, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Diante disso, o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fabio Gallo adverte: não existe receita milagrosa para diminuir drasticamente o valor da mensalidade. Com aumentos de preços dos planos acima da inflação, a melhor forma de conseguir pagar uma assistência de saúde é se organizar desde cedo. “Infelizmente, hoje não há formas de pagar mais barato por esse serviço. Mas, se levar em conta essa despesa antes da aposentadoria, é possível se planejar”, diz o professor.

Dicas. Poupar com antecedência ou fazer uma previdência privada contribui para aumentar a renda durante a aposentadoria, mas ter um plano de saúde próprio desde cedo também pode ajudar. Na faixa dos 50 anos, os preços são mais altos do que valores para adultos de 30 anos. Outra forma de tentar diminuir o valor é organizar pequenos grupos familiares ou associar-se à entidade de classe.

Segundo o professor, o ideal é que o valor do plano de saúde corresponda a 10% da renda, não podendo passar de 20%. Ou seja, para contratar um plano mais barato, em São Paulo, o professor recomenda que a renda seja em torno de R$ 5 mil. “Há gastos com moradia, alimentação, transporte e com remédios que devem ser considerados. Se fizer um gasto maior do que isso (20% da renda), no final do mês a conta não fecha”, completa.

A renda de R$ 5 mil indicada pelo professor é bem distante da aposentadoria média do paulista em regiões urbanas, segundo o último Boletim Estatístico da Previdência Social (BERPS), de julho deste ano, que constata o valor de R$ 1283,75. Segundo Gallo, para quem tem uma renda menor até o valor mais barato, de cerca de R$ 500, não é praticável. “Isso compromete quase metade da renda. O plano de saúde deve custar no máximo R$ 300 para quem ganha uma aposentadoria média neste valor”, aponta.

Direitos. A empresa pode estabelecer o valor do plano de assistência a saúde, mas existem regras para garantir que essa cobrança não seja feita de forma abusiva. O valor cobrado deve ser o mesmo da tabela sem adicionais, independente de estado de saúde ou idade, segundo o diretor adjunto da ANS, João Barroca, . “Além disso, a tabela de valores é dividida por faixas de idade e a ANS regulamenta que, entre a primeira e a última faixa etária, o valor do plano não pode variar mais do que seis vezes” explica Barroca. / COLABOROU FERNANDO ARBEX

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