Plano argentino ainda está incompleto, diz FMI

A Argentina ainda não delineou um plano adequado para retirar a economia da atual recessão. A afirmação é do diretor de Relações Externas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Dawson."A Argentina está claramente em situação difícil", disse Dawson. "Sua história de envolvimento com o Fundo é bastante longa, o que oferece ânimo para que (o trabalho) seja feito e não necessariamente com rapidez." Dawson reafirmou nesta quarta-feira que o FMI emitirá nota sobre as negociações mantidas com o país, embora nenhum anúncio "dramático" deva ser realizado.A avaliação do FMI, segundo ele, é que o plano de recuperação econômica, a partir do qual o Fundo deve reiniciar a liberação de crédito ao país, permanece incompleto. Por causa disso, acrescentou, o FMI e a Argentina ainda não estabeleceram data para as negociações formais para o reinício dos desembolsos.Dawson disse ainda que não está sendo discutido o montante de recursos necessários para o país. "Ainda há muitos elementos do programa que estão sendo desenvolvidos", afirmou.Segundo o porta-voz da presidência da Argentina, Eduardo Amadeo, no encontro entre o subsecretário para Assuntos Internacionais do Tesouro dos EUA, John Taylor, e o ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, foram discutidos "alguns aspectos macroeconômicos básicos" sobre a crise econômica argentina.Depois do encontro mantido nesta quarta com Lenicov, o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, disse que estava satisfeito em continuar suas discussões com o ministro argentino e o exortou a continuar trabalhando com o FMI.A agenda de reuniões de Lenicov em Washington prevê para esta quinta-feira um almoço com diretores do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento e um encontro à tarde com o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, e a vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger.À noite, Lenicov deve retornar a Buenos Aires. "A base de nossa proposta é reabrir um diálogo que achamos que foi interrompido porque a Argentina perdeu não apenas crédito, mas também credibilidade", disse Amadeo.Leia o especial

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