Plano contra spams mobiliza 60 países

A comunidade internacional inicia, nesta quarta-feira, a construção de um plano para controlar o envio de spams em dois anos. Reunidos em Genebra, delegados de empresas e de 60 países, buscarão entrar em um acordo sobre o que deve ser feito para que os emails indesejados sejam eliminados dos sistemas de informática. Segundo dados internacionais, o Brasil está entre o quarto e o quinto maior produtor de spams do mundo. A conferência acontece na sede da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Segundo estimativas da ONU, os spams já representam 65% dos emails recebidos por um usuário da Internet e a grande maioria é produzido nos Estados Unidos e China. Há um ano, a taxa de spams era de 35% e a situação era considerada como tolerável. Hoje, o problema custa US$ 10 bilhões à Europa e US$ 25 bilhões ao mundo. Além disso, segundo a UIT, em 2003, 57 milhões de americanos receberam spams de emails falsos pedindo que o usuário revelasse sua conta bancária ou o número de cartão de crédito. 5% dos internautas responderam e foram fraudados. Tecnicamente, o mundo tem capacidade de controlar spams em dois anos. Mas a UIT alerta que será necessário a criação de leis, um compromisso das empresas e acordos de cooperação entre países para investigar suspeitos.

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