Plano da Petrobrás prevê um único reajuste de gasolina de 15% até 2013

Segundo a presidente da estatal, apesar da previsão, não há urgência para o aumento do preço do combustível

Tássia Kastner,da Agência Estado,

22 de novembro de 2012 | 19h40

PORTO ALEGRE - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse nesta quinta-feira, 22, que, embora não haja data ou previsão firme para um eventual reajuste de combustíveis, o plano de negócios da empresa prevê um aumento de preço da ordem de 15% no período de 2012/2013. "No plano de negócios da Petrobrás, tem a previsão de ter um aumento ao longo de 2012, 15%, mas não necessariamente 2012, pode ser 2012/2013, um aumento único de 15%. Não há data pra isso, não há previsão, não há data, para que haja esse aumento, esse ajuste para chegar aos 15%. Não há urgência, definitivamente", disse.

A executiva passou o dia na cidade de Rio Grande, no Rio Grande Sul, em reuniões fechadas durante todo o dia. Os encontros foram com representantes do consórcio Quip, que constrói as plataformas P-58 e P-63, e com o Estaleiro Rio Grande, onde a P-55 está sendo finalizada.

Construção de plataformas precisa cumprir prazo

Graça Foster também falou que as obras de Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul, onde passou o dia em reuniões fechadas, precisam estar no prazo, para não comprometer a curva de produção da companhia. "Temos muitas atividades aqui. Trata-se de óleo que está na nossa curva de produção, na nossa ponta de negócio. Essas obras têm que estar no prazo, porque se não, acabam comprometendo a curva de produção", afirmou. A executiva afirmou que volta a Rio Grande em um mês.

Nos estaleiros da Quip e no Estaleiro Rio Grande, estão sendo construídos a P-58, a P-63, os oito cascos replicantes (para as plataformas FPSO) e três sondas de perfuração. "Tem muita coisa pra trabalhar. Oito FPSO é muita coisa, é coisa demais. Temos um desafio enorme para o petróleo que vem para depois de 2020, mas esse estaleiro tem entregas para 2016", disse.

Graça minimizou possíveis atrasos, ainda que, para ela, algumas atividades passam por "caminhos críticos". "Muitas atividades estão no prazo, outras atividades passam por caminhos críticos, desafios que precisam ser superados, mas nada que não faça parte da rotina da Petrobras. Tem que sempre plano B, C, D, E, para que as coisas acabem acontecendo no prazo".

Sobre o impacto da demora no aumento do preço dos combustíveis, previsto no plano de negócios da companhia, Graça afirmou que o caixa da Petrobras está bem. "O caixa da Petrobras está muito bem, a companhia vai virar o ano com o caixa muito saudável. É o ano de maior investimento da Petrobras, em torno de R$ 85 bilhões só em 2012. Então, a companhia está bastante saudável".

Graça também comentou que uma possível oscilação do petróleo no mercado internacional pode interferir na necessidade de reajuste dos combustíveis no Brasil, ainda que nem aumento e nem recuo nos preços estejam previstos. "Se acontece de você ter uma queda no preço do barril do petróleo, por enquanto não há previsão disso, você não precisa ter aumento. Ao contrário também, se há um disparo do brent, que também não há previsão para isso, as coisas começam a ser mais urgentes."

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