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Plano de ajuda ao Citigroup deve reduzir pressão sobre juros

Governo dos EUA concorda em garantir até US$ 306 bi para ativos do banco que estiverem em dificuldades

Paula Laier, da Agência Estado,

24 de novembro de 2008 | 09h15

A notícia sobre o pacote de resgate para o Citigroup deve proporcionar um alívio nos juros futuros negociados na BM&F nesta segunda-feira. O governo federal dos EUA concordou em garantir até US$ 306 bilhões para os ativos do portfólio do banco que estiverem em dificuldades, ao mesmo tempo em que o Tesouro americano aceitou injetar adicionais US$ 20 bilhões em recursos no Citibank.   Veja também: EUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o Citigroup Bolsas européias sobem com plano de ajuda ao Citigroup Todas as notícias sobre o Citigroup  De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    A expectativa de uma solução mais dramática do que a anunciada havia elevado significativamente a aversão ao risco entre os agentes financeiros, notou o economista-chefe da corretora Ativa, Arthur Carvalho Filho. "Um dos efeitos disso foi a alta do dólar frente ao real, o que gerou forte preocupação em relação a trajetória inflacionária", considerou. A informação desta segunda ameniza esse movimento, avalia.   Nesse cenário, é importante monitorar a reação do mercado global de moedas á notícia, uma vez que o segmento cambial doméstico tem sido influenciado pelo movimento do dólar no exterior. Às 9h, o euro valorizava-se a US$ 1,2666, de US$ 1,2574 no final da tarde de sexta-feira, enquanto o dólar cedia a 95,19 ienes, de 95,85 ienes na sexta-feira.   Ainda do quadro externo, pode ajudar no recuo das taxas dos contratos de DI a repercussão ao anúncio de Timothy Geithner, presidente do Fed de Nova York, para o Tesouro dos EUA. As operações no segmento de juros da BM&F já haviam sido encerradas quando o nome foi divulgado e agradou os investidores em Wall Street, provocando a disparada das bolsas norte-americanas no final do pregão. Nesta segunda, está previsto para as 15 horas (de Brasília) o anúncio da equipe econômica do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.   Inflação   No ambiente doméstico, o noticiário trouxe informações que corroboram a trajetória de baixa das taxas. A FGV informou que o IPC-S de até 22 de novembro subiu 0,57%, igual à mediana das previsões apurada pelo AE Projeções, que oscilavam de 0,50% a 0,66%. No índice anterior, de até 15 de novembro, a fundação apurou alta de 0,56% para o mesmo índice.   Pesquisa Focus   A Pesquisa Focus do BC, por sua vez, manteve várias previsões. A mediana das estimativas para o IPCA de 2009 continuou em 5,20%, assim como a do IPCA de 2008 permaneceu em 6,39%. A expectativa suavizada para os próximos 12 meses oscilou ligeiramente para cima de 5,37% para 5,40%.   No caso da taxa cambial, a previsão continuou em R$ 2,10 tanto para o fim de 2009 como para o fim deste ano. Para a Selic, o mercado manteve a estimativa em 13,31% para o fim de 2009 e em 13,75% para o fim de 2008.   Reunião ministerial   Vale ainda chamar a atenção para a última reunião ministerial do ano, que acontece nesta segunda na Granja do Torto. Na pauta, a crise financeira internacional e estratégias de atuação. Conforme reportagem de O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda, no encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá empenho de todos os auxiliares para tentar evitar que a crise venha a atrapalhar seus dois últimos anos de governo.   Uma das formas de vencer a crise, na opinião do presidente, é manter os investimentos nas obras do PAC - cerca de R$ 200 bilhões até o fim de 2010 -, irrigar o crédito e convencer as pessoas de que devem continuar comprando.

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