Plano de emergência será mantido até fim da mancha de petróleo, diz Chevron

Presidente da petroleira negou possibilidade de dano à vida selvagem em decorrência do incidente

Karla Mendes, da Agência Estado,

23 de novembro de 2011 | 16h59

BRASÍLIA - O plano de emergência da Chevron será mantido até que a mancha de óleo no litoral do Rio de Janeiro seja completamente eliminada. A informação foi dada pelo presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Buck. "Vamos continuar com nosso plano de reação até que não haja nenhuma gota na superfície", garantiu o executivo.

Segundo Buck, a Chevron "considera que uma só gota na superfície é inaceitável". O vazamento de óleo foi de cerca de 2,4 mil barris de petróleo, mas o executivo afirmou que não houve nenhum dano à vida selvagem em decorrência do incidente.

Buck destacou também que a companhia quer continuar sendo parceira do Brasil na exploração de petróleo. "Queremos continuar sendo parceiros do Brasil no destino de tornar uma super potência", disse.

'Desculpas'

Buck pediu desculpas ao povo brasileiro pelo vazamento de petróleo no campo de Frade, no Rio de Janeiro. Ele garantiu que a empresa tomou todas as providências para preservar a vida das pessoas e do meio ambiente. "Agimos com a maior responsabilidade", ressaltou.

Segundo o executivo, depois do incidente, a empresa estabeleceu as prioridades de atuação. "A minha prioridade era proteger as pessoas dentro e entorno da operação, para que ninguém tivesse nenhum ferimento. Depois foi defender o meio ambiente", afirmou Buck.

Na primeira frente de atuação, segundo o executivo, foi interrompido o vazamento de petróleo da fonte com a maior rapidez possível. "Assim o fizemos em quatro dias. Depois controlamos a mancha na superfície do mar", disse.

Buck enfatizou a responsabilidade da companhia em relação ao incidente. "Estamos conscientes da seriedade da situação e assumimos nossa responsabilidade. Vamos investigar o acidente detalhadamente e apresentar os resultados ao povo brasileiro", destacou. O objetivo, segundo o executivo, é que o incidente "não se repita aqui e em nenhum lugar do mundo". 

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