Nacho Doce/Reuters
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Plano de emprego do governo tem adesão de 37 empresas, diz ministro

Medida do governo federal permite a redução da jornada de trabalho dos funcionários em até 30%; custo mensal é de R$ 96,5 milhões

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2015 | 17h55

SÃO BERNARDO DO CAMPO - O ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, informou nesta sexta-feira, 27, que 37 empresas já aderiram ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), medida do governo federal que permite a redução da jornada de trabalho dos funcionários em até 30%, com diminuição salarial no mesmo nível. Metade da perda salarial, contudo, é compensada pelo governo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Segundo Rossetto, as 37 adesões beneficiam um total de 32.664 trabalhadores. Os números, que estão atualizados em relação aos últimos que foram divulgados pela presidente Dilma Rousseff no dia 19, foram apresentados pelo ministro na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ainda de acordo com ele, há outros 43 pedidos em análise para participar do PPE, que, se aceitos, beneficiarão mais 10.442 trabalhadores.

Com o programa, o governo desembolsa, por mês, R$ 96,516 milhões. Levando em consideração os pedidos em análise, os gastos subiriam em mais R$ 25,280 milhões. "Com o PPE, os recursos do FAT, que geralmente são usados para custear o seguro-desemprego, estão financiando o emprego, em vez de financiar o desemprego", disse o ministro, para um plateia de sindicalistas.

Novas adesões. Mais duas empresas do setor automotivo receberam hoje o termo de adesão ao PPE das mãos de Rossetto. A Modine do Brasil e a Leoni Automotive cadastraram um total de 784 trabalhadores, sendo 673 para a primeira e 111 para a segunda.

O benefício recebido pelos funcionários da Modine, localizada em Guarulhos (SP), soma um total de R$ 1,3 milhão. A Leoni, que fica em Itu (SP), alcança R$ 334 mil. 

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