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Plano de esgoto em Belém faz 10 anos. No papel

Com Porto Velho e Macapá, os menores índices do País

O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2007 | 00h00

O descompasso entre o crescimento da população e os baixos níveis de investimentos criou uma situação caótica no saneamento básico brasileiro. Hoje mais da metade da população não tem redes de coleta de esgoto, apesar de ser um fator de extrema importância para a saúde pública e meio ambiente. Além disso, 80% do esgoto produzido é jogado nos rios sem nenhum tipo de tratamento.As cidades de Porto Velho (RO), Belém (PA) e Macapá (AP) são consideradas as capitais com menores índices de coleta de esgoto, conforme levantamento do Instituto Sócio-ambiental (ISA), apresentado semana passada. Nessas localidades, os índice de atendimento da população são, respectivamente, de 2,2%, 6,3% e 7,5%, segundo o trabalho com as 27 capitais brasileiras. Os números mostram o descaso e a ausência de anos sem investimentos no setor de saneamento.Resultado disso, segundo a entidade, são as constantes enchentes, contaminação de mananciais e inúmeras doenças provocadas pela ausência de saneamento. Calcula-se que, para cada US$ 1 investido em saneamento, se economiza até US$ 5 em saúde. Os números, no entanto, parecem não comover as autoridades governamentais.Em Belém, apesar do vergonhoso índice de 6,3% de atendimento da população com redes de esgoto, há denúncias de várias irregularidades referentes ao andamento das obras de um programa de saneamento e geração de renda. O Ministério Público do Estado solicitou, em setembro, uma diligência para verificar as supostas irregularidades. Mas ainda não teve resposta em relação às denúncias feitas por uma comissão de moradores dos bairros de Castanheira, Guanabara e Marambaia, na região da Grande Belém.Segundo informações do Ministério Público, as denúncias apontam que as obras do programa deveriam começar em 1993 e terminar em 1996, mas só foram iniciadas no ano previsto para o seu término. Dez anos se passaram e até agora nada foi concluído.Os moradores dos bairros envolvidos reclamam do abandono das obras. Além disso, eles afirmam que a paralisação dos projetos tem causado transtornos ambientais, como a poluição de mananciais que abastecem a rede hidrográfica da cidade. O programa em questão teria recebido ajuda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e recursos federais.ABASTECIMENTO DE ÁGUAO levantamento da ISA também mostrou a situação do abastecimento de água nas capitais brasileiras. Apesar do quadro mais confortável, apenas 6 das 27 capitais atendem à totalidade de sua população. As cidades de Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Macapá (AP) apresentaram as menores coberturas de abastecimento de água, respectivamente de 30,6%, 56,2% e 58,5% da população.

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