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Plano de expropriação é de autoria de economista-galã

Axel Kicillof é o 1º economista a ter confiança total de Cristina Kirchner

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h06

"É como Mandrake... o cara conseguiu exercer uma mágica sobre a presidente Cristina Kirchner." Com essas palavras, um deputado do governista Partido Justicialista (Peronista) definiu ao Estado em off o efeito que Axel Kicillof, secretário de Política Econômica (equivalente a vice-ministro da Economia), está tendo desde o ano passado sobre a presidente argentina. Boa pinta, o economista de 41 anos - embora pareça mais jovem -, que ostenta costeletas retro, tornou-se o "mentor" econômico do governo Kirchner.

Autor do projeto de expropriação da YPF, o jovem de olhos azuis e sorriso amplo tornou-se o primeiro economista de total confiança da presidente Cristina desde a morte do ex-presidente Nestor Kirchner, que entre 2005 e 2010 foi o ministro de Economia de fato da Argentina.

Kicillof conseguiu entrar no círculo mais íntimo de decisões do governo, basicamente constituído por pessoas veteranas de extrema confiança de Cristina, que estiveram com os Kirchners desde que Néstor era prefeito de Rio Gallegos nos anos 80.

O secretário, que se formou no difícil curso de economia da Universidade de Buenos Aires e acumula diversas pós-graduações, é um especialista da obra do emblemático heterodoxo sir John Maynard Keynes. Dando um toque peronista ao keynesianismo kirchnerista, Kicillof defende a fórmula de inflar a demanda interna e recuperar a influência estatal.

Os analistas políticos enquadram Kicillof como um "fundamentalista do kirchnerismo". Sem papas na língua, na terça-feira chamou de "imbecis" as pessoas que consideram que o Estado argentino deveria pagar à Repsol a indenização de US$ 10,5 bilhões. O economista também definiu de "palavras horríveis" as expressões "segurança jurídica" e "clima de negócios", já que considera que são conceitos determinados pelo establishment.

O último número da revista Vanity Fair publicou um perfil do vice-ministro argentino, chamando-o de "galã"./ ARIEL PALACIOS

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