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Plano de habitação pode demorar 3 anos e meio, diz Collor

Chefe da Comissão de Infraestrutura do Senado quer discutir projetos com a ministra Dilma Roussef

Leonardo Goy, Agência Estado

26 de março de 2009 | 13h26

O presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Fernando Collor (PTB-AL), disse nesta quinta-feira,26, que o Plano Nacional de Habitação "Minha Casa, Minha Vida", anunciado ontem pelo governo, poderá estar inteiramente concluído em um prazo de três a três anos e meio.

 

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"Minha avaliação é de que um milhão de casas talvez em três anos, três anos e meio, possam ser construídas em um processo bem acelerado", disse Collor, após participar de reunião semanal da comissão que preside.

Ele classificou o plano como de "enorme envergadura" e disse que, o quanto antes, quer conversar com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre o programa e outros projetos de infraestrutura do governo.

A Comissão de Infraestrutura aprovou hoje um extenso cronograma de audiências públicas que serão realizadas a partir de abril. Ao todo, a comissão pretende realizar 13 audiências para debater temas variados na área, como energia elétrica, petróleo e biocombustíveis, telecomunicações, infraestrutura urbana, logística e a situação das agências reguladoras.

 

O ciclo de debates também incluirá palestras macroeconômicas para tratar da crise, com convidados como o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, e o ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto, além do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

 

Entre os convidados da área de infraestrutura estão o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, o professor da UFRJ Adriano Pires, a diretora da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emília Ribeiro e o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

 

Ficou acertado na comissão que os debates serão feitos sempre às segundas-feiras a partir das 18 horas. Ainda não há uma data marcada para o início das audiências.

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