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Plano de premiê do Japão para reforma fiscal deve enfrentar duras negociações

Membros do governo defendem corte de gastos, mas Shinzo Abe aposta na recuperação econômica para elevar as receitas

Marcelo Ribeiro Silva, da Agência Estado,

27 de junho de 2013 | 15h23

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deve enfrentar duras negociações para conseguir implementar a reforma fiscal que planeja, mesmo entre seus aliados. Alguns membros do Ministério das Finanças e do gabinete, responsáveis pelo Orçamento, defendem que o governo adote um limite para os gastos, como um primeiro passo para conter o avanço da dívida pública japonesa, que é uma das maiores do mundo.

Uma das propostas é congelar os gastos discricionários no nível atual. Mesmo assim, o Japão continuaria com um déficit orçamentário de quase 23 trilhões de ienes (cerca de US$ 235 bilhões), com base no nível atual de arrecadação. Para o Partido Liberal Democrático, de Abe, o teto de gastos é difícil de aceitar. As despesas com a previdência social devem crescer 1 trilhão de ienes por ano nos próximos anos, à medida que a população envelhece. Ou seja, para manter os benefícios atuais seria preciso adotar cortes de gastos em outros setores.

Abe coloca pouca ênfase na ideia de cortes de gastos para restaurar a ordem fiscal. Em vez disso, ele espera que seu plano de recuperação econômica aumente as receitas e melhore o equilíbrio orçamentário. O primeiro-ministro acredita que a austeridade não só mina a confiança do consumidor e a recuperação econômica em andamento, mas também prejudica o mercado de ações, que permanece em forte alta desde que ele assumiu o cargo, no final de dezembro do ano passado.

Abe não fez nenhuma menção a cortes de gastos em um plano anunciado no início deste mês e as autoridades do Orçamento acreditam que ele não deve mudar a sua postura mesmo após a eleição  para a Câmara Alta do Parlamento, prevista para 21 de julho. A dívida do Japão se aproxima atualmente de 240% do PIB, mais do que o dobro do observado nos EUA e na zona do euro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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