Plano de safra 2009/2010 prevê 37% mais crédito que anterior

Médio produtor rural, cooperativismo e agropecuária sustentátvel são prioridades, afirma Reinhold Stephanes

Agência Estado,

21 de junho de 2009 | 15h21

O governo federal destinará R$ 107,5 bilhões ao setor agrícola pelo Plano de Safra 2019/2010, segundo divulgado neste domingo, 21, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, em Londrina (PR). A agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e familiar terá outros R$ 15 bilhões.

 

O plano, segundo o ministro, prioriza o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária sustentável. O total previsto acrescenta 37% mais recursos ao crédito agrícola em relação ao Plano Agrícola e Pecuário do período anterior.

 

Os programas de investimento para a próxima safra vão contar com R$ 14 bilhões, valor 37% superior em relação ao plano anterior. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que contará com R$ 2 bilhões. Além disso, serão ampliados o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural), cuja verba subirá de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e o Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), com alta de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

 

Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões, e os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (20%), o leite (15%), raiz de mandioca (12%), soja (10%) e milho (6%).

 

Para a safra 2009/2010, o ministério aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático, programa que tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.

 

Médio produtor e cooperativas

 

O médio produtor agrícola terá na safra 2009/2010 R$ 5 bilhões para financiar a lavoura, uma alta de 72% nos recursos previstos no ciclo anterior. Esses recursos serão ofertados por meio do Proger Rural, que foi reformulado para facilitar o acesso ao crédito com condições facilitadas, segundo o Ministério. Além da ampliação do volume financeiro, o programa dobrou o limite de renda do produtor que pode ter acesso aos recursos. Agora, será necessário comprovar uma renda superior a R$ 110 mil e inferior a R$ 500 mil. Os limites de crédito para custeio, investimento e comercialização, subiram de R$ 150 mil para R$ 250 mil.

 

O cooperativismo, responsável por quase 40% da produção nacional de grãos, foi contemplado no Plano de Safra com R$ 2 bilhões por meio do Procap Agro, programa criado para desenvolver a ampliação do capital de giro e a reestruturação patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.

 

Segundo as regras do programa, os recursos poderão financiar a aquisição ou a integralização das cotas-parte do capital social das cooperativas e também será possível aumentar o capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do saneamento financeiro da cooperativa. O limite de financiamento será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa de juro anula de 6,75%.

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