Plano de Saúde: número um em queixas

Os planos de saúde lideram as reclamações recebidas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). De janeiro a julho, foram 1.427 queixas. O número, segundo o Idec, é expressivo, já que a entidade só atende os seus 24.553 associados. Em 1999, o Idec registrou 2.884 reclamações contra os planos de saúde.No Procon, os planos ocupam o segundo lugar em consultas, foram 6.003 de janeiro a julho, e o terceiro em reclamações, com 865. A Associação Paulista de Medicina já recebeu cerca de 300 reclamações em menos de dois meses. Reajuste por alteração de faixa etária é a principal queixa As empresas Amil e Marítima Seguros lideraram o ranking queixas em 1999, segundo o Procon. O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Eleuses Vieira de Paiva, diz que a lei ditou a relação plano de saúde e usuário e esqueceu da relação plano e médico. " Os ganhos que os usuários obtiveram acabaram perdendo, com a pressão que os planos exercem sobre os médicos", disse. Ele acredita que os planos de saúde não estejam cumprindo o limite de aumento permitido na lei.As operadoras de planos de saúde também estão descredenciando médicos e hospitais sem comunicar aos associados, restringindo exames de diagnósticos e procedimentos terapêuticos e fixando prazos mínimos entre consultas. "Dessa forma, colocam em risco a qualidade do atendimento e o bem-estar dos usuários", afirma o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Gomes do Amaral. Empresa contesta os dados A direção da Marítima Seguros, uma das empresas de planos de saúde que mais receberam queixas segundo o Procon, alega que grande parte das reclamações na área de saúde relaciona-se a outros tipos de produtos ou segmentos, ou seja, vincula-se a seguros de automóvel, vida e riscos diversos, fato que lançou a empresa no segundo lugar no ranking de reclamações. Pela análise da empresa, o segmento saúde ocuparia o 8º ou 9º lugar.

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