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Plano depende de investidores privados

Em tese, o plano de resgate financeiro seria a nova estratégia do Tesouro para usar os US$ 350 bilhões restantes do pacote de US$ 700 bilhões, o Tarp, aprovado pelo Congresso no ano passado. Mas o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, anunciou gastos de mais de US$ 2 trilhões. O descompasso numérico tem explicação: grande parte desses recursos devem vir do setor privado - ou pelo menos assim espera Geithner. Para reativar o crédito, Geithner anunciou a Iniciativa de Empréstimo a Consumidores e Empresas. Trata-se de uma expansão de uma linha criada no Tarp original para reativar o mercado de securitização de cartão de crédito, financiamento estudantil, mercado imobiliário comercial e pequenas empresas, que tinha US$ 20 bilhões do Fed. A linha passa a ter US$ 1 trilhão (sendo US$ 100 bilhões do Fed e o restante de fontes privadas). No caso dos financiamentos imobiliários, parte dos US$ 600 bilhões para compra de títulos pela Fannie Mae e Freddie Mac vem de pacotes aprovados anteriormente. Mesmo assim, é capaz de faltar dinheiro para fechar a conta.

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

11 de fevereiro de 2009 | 00h00

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