Plano do empresário era ter Vale e CSN num só grupo

Benjamin Steinbruch tornou-se acionista das duas empresas durante o programa de privatização do governo Collor

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2010 | 00h00

Foi na década de 90, durante a onda de privatizações, que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) passou para as mãos do grupo têxtil Vicunha, da família Steinbruch. E foi aí também que Benjamin Steinbruch começou a aparecer como executivo. Nesse período, ele levou o grupo da família a assumir o controle da Light, a companhia de energia do Rio de Janeiro, de três ferrovias e de uma empresa de telecomunicações. No leilão da Vale, em 1997, venceu Antônio Ermírio de Moraes e fez planos de aproveitar a sinergia com a CSN para montar um império da mineração e da siderurgia.

Mas, em 2003, depois de um embate com os sócios da Vale - Bradesco e Previ -, Steinbruch teve de negociar sua saída da companhia e da presidência do conselho de administração. Mas ficou com o controle da CSN. Hoje, o empresário, que assume a presidência da Fiesp, quer transformar a siderúrgica numa holding controladora de empresas atuantes em diferentes áreas de mercado - mineração, siderurgia, cimento, energia e logística. Sua última aposta foi a cimenteira portuguesa Cimpor. A meta da CSN era conseguir comprar pelo menos um terço mais uma ação da companhia, o que a tornaria a maior acionista, mas sua proposta não foi aceita.

Atualmente, a CSN controla empresas como a GalvaSud (em Porto Real-RJ), Prada (em Mogi das Cruzes e Volta Redonda), CSN Paraná (em Araucária), terminais de contêineres (Sepetiba Tecon) e de carvão (Tecar) no Porto de Itaguaí (SC), a Metallic (CE), além de participações acionárias na MRS Logística e Transnordestina Logística, usinas hidrelétricas de Igarapava, entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais, e de Itá, entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de usinas nos EUA e em Portugal.

Sua principal usina, em Volta Redonda, produz hoje cerca de 5,8 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano.

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