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Plano é ''vento a favor'', diz empresa

Lançamentos em imóveis para baixa renda são aposta em 2009

Chiara Quintão e Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

Depois de um período de más notícias, as empresas imobiliárias voltaram a esbanjar otimismo com a divulgação do plano habitacional do governo. Os executivos das principais companhias do setor - principalmente aquelas focadas no segmento econômico - já falam em ampliação de investimentos. Ontem, quase todas (Tenda foi a exceção, com variação negativa de 1,11%) as ações das empresas de capital aberto que atendem baixa renda subiram na Bolsa de Valores de São Paulo.Segundo analistas, o pacote vai beneficiar principalmente as empresas que já produzem para a fatia de renda de três a dez mínimos - Tenda, Rodobens Negócios Imobiliários, MRV Engenharia e PDG Realty Empreendimentos. "Em seguida, as mais beneficiadas serão empresas com atuação expressiva no segmento, como Rossi e Cyrela, pela bandeira Living", diz o analista da Fator Corretora, Eduardo Silveira. As companhias afirmam que, com o impacto do programa do governo, o volume total lançado pelas empresas em 2009 deverá crescer em relação ao inicialmente previsto. "Para as empresas que atuam nesse segmento, o pacote funciona como um vento a favor", diz o presidente da MRV, Rubens Menin. Em 2008, a empresa lançou R$ 2,5 bilhões em empreendimentos para baixa renda. Neste ano, a perspectiva é lançar um volume maior que o previsto anteriormente. "Com o nosso banco de terrenos, a capacidade de pisar no acelerador é grande", diz o vice-presidente executivo, Leonardo Corrêa. A MRV já obteve licenças para parte dos projetos, afirmam os executivos. A PDG Realty, que produz unidades para renda familiar a partir de quatro salários mínimos, também está se estruturando para lançar um volume maior de empreendimentos este ano, segundo o vice-presidente financeiro Michel Wurman. "A PDG tem condições de produzir de 5 mil a 10 mil unidades a mais para o segmento, além das 15 mil já previstas." O segmento econômico corresponde a 80% a 85% do total projetado pela empresa para 2009. A Tenda, que atua exclusivamente na baixa renda, o banco de terrenos será seu grande diferencial. Segundo o diretor-financeiro Paulo Mazzali, das 67 mil unidades potenciais em seu banco de terrenos, 54 mil estão na faixa de quatro a dez salários mínimos, contemplada pelo programa habitacional. As empresas, porém, ainda mostram cautela em relação à produção para famílias com renda abaixo de três mínimos - que concentra 90% do déficit habitacional do País. Nenhuma atua abaixo dessa faixa. "Já estamos trabalhando para encontrar viabilidade econômica nesse segmento. Antes, era difícil atender esse público", diz o presidente Eduardo Gorayeb.Segundo o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a iniciativa privada tem condições de atender essa fatia da população. "O governo fez um projeto completamente diferente para a faixa de zero a três salários."

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