Plano energético de Kirchner repercute negativamente

As repercussões sobre o plano energético do presidente argentino Néstor Kirchner, apresentado ontem à noite, não são nada positivas. A primeira delas é a grande dúvida no setor de como o governo conseguirá 11,14 bilhões de pesos (2,92 pesos = US$ 1) para a construção das obras de infra-estrutura até 2008. O ministro do Planejamento, Julio De Vido, disse que as verbas virão de aumentos dos impostos às exportações do setor (cru- 25%; naftas e diesel- 10% e GLP- 15%). Segundo cálculos do secretário de Energia, Daniel Cameron, o aumento vai gerar US$ 240 milhões por ano adicionais aos atuais 720 milhões de pesos anuais arrecadados pelas exportações do setor. Um executivo de uma petroleira, que prefere o anonimato, fez os cálculos: multiplicou esta cifra pelos quatro anos de duração do plano e chegou à uma cifra estimada de três bilhões de pesos.

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