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Plano energético prevê investimentos conservadores

O Plano Decenal de Expansão de Energia do Ministério de Minas e Energia para o período de 2008 a 2017 usou premissas conservadoras na projeção dos investimentos em energia elétrica, petróleo, gás natural e biocombustíveis. As estimativas no plano são de cerca de R$ 600 bilhões. Para o cálculo dos investimentos foi utilizado o câmbio médio de janeiro de 2008, de R$ 1,70. Apenas com a diferença de conversão para o câmbio atual, de R$ 2,40, o volume passaria para R$ 847 bilhões.O montante de R$ 600 bilhões, equivalente a R$ 66 bilhões anuais ao longo do período, pode parecer elevado, mas, considerando que a Petrobrás, sozinha, deve encerrar 2008 com R$ 54 bilhões, o volume parece distante de uma realidade em que devem ser incluídos os aportes nas reservas do pré-sal ou na construção do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira e das usinas de Belo Monte. Apenas na área do pré-sal os investimentos previstos por analistas são de US$ 600 bilhões.Segundo o Plano Decenal elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) - que está disponível para consulta pública até 29 de janeiro de 2009 - , do total previsto em investimentos no período, R$ 254 bilhões seriam destinados ao petróleo (média de R$ 28,2 bilhões por ano). Outros R$ 142 bilhões iriam para a geração de energia, R$ 39,1 bilhões para novas linhas de transmissão e R$ 39,7 bilhões para usinas de etanol.O plano considera a construção de pelo menos 42 usinas de etanol até o fim de 2008, mais 39 em 2009, 22 em 2010 e outras 23 ainda em estudo pela EPE. Todas essas usinas de etanol serão destinadas a atender a uma demanda de 33 bilhões de litros em 2010.O conservadorismo nas estimativas não se repete nas premissas para a projeção de crescimento da demanda de energia. As previsões do plano consideram um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,9% e acréscimo populacional de 1,1% ao ano. Esse crescimento do PIB, que já chegou a ser revisado pelo Banco Central, é o mesmo que havia sido projetado pela EPE antes da crise financeira mundial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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