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Plano estratégico da Usiminas para 2016 prevê aumento de capital

Empresa também vai renegociar os principais contratos e alongar os prazos das dívidas que vencem neste ano

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2016 | 12h33

SÃO PAULO - Uma injeção de capital no caixa da Usiminas e um reperfilamento da dívida da companhia, que correm em paralelo, têm como objetivo proporcionar à Usiminas "uma estrutura de capital balanceada" para que atravesse os próximos anos, que deverão ser de menor demanda por aço visto o contexto da economia brasileira. O diretor vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores da siderúrgica, Ronald Seckelmann, disse que a empresa tem trabalhado nessas duas frentes.

O executivo afirmou que há consenso entre os sócios de que existe uma necessidade de injeção de capital na companhia, mas que ainda não foi definida qual a melhor forma de colocar esse dinheiro na empresa, já que há alternativas a serem estudadas além do aumento de capital, como um empréstimo por parte dos controladores, uma operação de mútuo entre companhias e venda de ativos. Uma solução para essa questão será novamente discutida entre o Conselho de Administração da Usiminas no início de março, quando se espera que seja apresentada ao mercado uma solução.

Seckelmann disse que entre os ativos a serem vendidos, no programa de desinvestimento da Usiminas, o principal é a Usiminas Mecânica, que já tem o Credit Suisse mandatado para sua venda, conforme antecipou o Broadcast. Essa venda não deverá ocorrer no primeiro semestre deste ano e, se for em 2016, ficará para a segunda metade do exercício. O processo, segundo ele, ainda está muito no início.

O diretor reconheceu que os ativos não estratégicos disponíveis para venda têm uma liquidez menor, com uma expectativa de realização mais longa. Entre os ativos que podem ser vendidos ele lembrou de imóveis, cujo esforço de venda já ocorre há algum tempo. Sobre a possibilidade de a MRV estar na lista de ativos a serem vendidos, ele lembrou que a ferrovia tem ligação com o negócio da Mineração Usiminas (Musa), que tem a Sumitomo como sócia, com 30% de participação. Ainda não se bateu o martelo se a MRS é estratégica ou não para a Musa, explicou.

O executivo voltou a dizer que não há condicionantes entre credores e acionistas para que a dívida seja reperfilada e para a injeção de capital, respectivamente. Segundo ele o interesse de ambos está alinhado.

Preços do aço. O diretor vice-presidente Comercial, Sergio Leite, destacou na teleconferência que a tendência dos preços do aço, tendo em vista o cenário externo, é de estabilidade.

Por volta das 14h, as ações PNA da companhia caíam 7%, cotadas a R$ 0,93.

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