Plano nos EUA frustra e dólar sobe

Investidores criticam falta de detalhes do pacote de socorro aos bancos e promovem fortes ajustes de posições

Silvana Rocha, Claudia Violante e Denise Abarca, O Estadao de S.Paulo

11 de fevereiro de 2009 | 00h00

Os mercados reagiram com fortes ajustes de posições à falta de detalhes do plano de ajuda aos bancos dos EUA, anunciado pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, ontem. O fato de o secretário americano não ter dado um ''mapa'' para Wall Street encontrar a saída para as atuais dificuldades provocou aversão ao risco. Os investidores praticamente ignoraram a aprovação pelo Senado dos EUA, por 61 votos a favor e 37 votos contrários, do pacote de estímulo econômico de US$ 838 bilhões, com a ajuda de três senadores republicanos moderados. este pacote é composto por medidas de corte de impostos, investimentos em projetos de infraestrutura e ajuda para os governos estaduais em dificuldades. Houve uma enxurrada de ordens de vendas de ações e de commodities e de compras de títulos do Tesouro norte-americano e de dólar. No Brasil, o dólar subiu 2,10%, para R$ 2,284 no balcão, após recuar 3,78% nas cinco sessões anteriores. A Bovespa caiu 2,12%, aos 41.207,43 pontos, seguindo as perdas das ações norte-americanas. Em Nova York, o Índice Dow Jones despencou 4,62% e o Nasdaq, 4,20%. No mercado de juros, a taxa de janeiro de 2010 encerrou ao redor da estabilidade, em 11,13% ao ano.

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