Plano para criar empresa de cargas está emperrado

A proposta de dar aos Correios meios próprios para o transporte de cargas continua emperrada. Isso porque a empresa não conseguirá escapar das regras previstas na Lei de Licitações, a chamada 8.666. Por essa razão, nenhuma decisão foi tomada sobre a questão. "Sempre tem um entrave jurídico, técnico ou operacional que faz com que nós não consigamos tomar a decisão final", justificou o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.

/ K.M., O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h02

O principal empecilho, segundo ele, é a "rigidez" da lei que determina, por exemplo, a obrigatoriedade de licitação para contratação de leasing de aeronaves, não importando se a operação é feita por uma subsidiária dos Correios ou por uma empresa em que a estatal seja sócia. "Tem que fazer licitação para tudo, o que nos dá morosidade na prestação do serviço", diz.

Estão na mesa três alternativas: constituição de uma subsidiária dos Correios para atuar na área de logística, aquisição de participação minoritária em uma empresa ou constituição de uma Parceria Público-Privada (PPP). Enquanto a questão não se resolve, os Correios farão licitações para contratar empresas.

A primeira será para o trecho Guarulhos-Salvador-Recife-Guarulhos, prevista para o início de 2012.

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